A primeira-dama Janja Silva rebateu nesta segunda-feira (8) críticas feitas pelo pastor Silas Malafaia sobre os encontros que ela tem realizado com mulheres evangélicas. A declaração ocorreu durante o IV Encontro de Evangélicos e Evangélicas do PT, realizado na sede nacional do partido.
Ao comentar as declarações do líder religioso, Janja afirmou que todas as mulheres têm importância, independentemente de posição social, política ou religiosa.
“Ele teve a cara de pau de ir numa rede social e falou que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele porque toda mulher para mim é importante”, declarou a primeira-dama durante o evento.
Janja rebate Malafaia em evento do PT
As críticas surgiram após Malafaia questionar a relevância das participantes dos encontros organizados por Janja com mulheres evangélicas.
A primeira-dama também afirmou que não reconhece o pastor pelo título religioso. A declaração ocorreu após uma participante do evento criticar o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
Além disso, Janja reforçou a importância do diálogo com mulheres evangélicas e destacou que os encontros começaram ainda em 2025.
PT busca ampliar diálogo com evangélicos
Durante o discurso, Janja defendeu a aproximação do PT com o segmento evangélico. Segundo ela, o partido precisa fortalecer a presença em espaços religiosos e ampliar o diálogo com diferentes grupos da sociedade.
A primeira-dama afirmou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é católico praticante, mas evita utilizar a religião como instrumento político.
Segundo Janja, Lula sente falta de participar de missas com mais frequência, porém prefere manter a separação entre atividade religiosa e disputa eleitoral.
Por outro lado, ela ressaltou que o campo político não pode ignorar a influência das igrejas na sociedade brasileira.
Mulheres e evangélicos estão no centro da estratégia política
Durante o encontro, Janja destacou o papel das mulheres na disputa eleitoral de 2026. Para ela, esse segmento terá participação decisiva no processo eleitoral.
Além disso, a primeira-dama defendeu uma atuação mais próxima das comunidades religiosas e afirmou que o PT precisa compreender melhor as demandas apresentadas por mulheres evangélicas.
Na avaliação de Janja, muitos desafios enfrentados pelas mulheres são semelhantes, independentemente de posicionamentos ideológicos ou religiosos.
Por fim, ela afirmou que o diálogo deve ocorrer em diferentes espaços da sociedade e defendeu a construção de pontes entre grupos que possuem visões distintas sobre temas políticos e sociais.





















































