Esportes

Ação de US$ 1 bilhão acusa Fifa de discriminar seleção do Irã

Torcedores do Irã comemoram após a partida, em 15 de junho de 2026 | Reuters/Matthew Childs

A processo contra a Fifa ganhou um novo capítulo nesta semana. A Federação Internacional de Futebol (Fifa) e o presidente da entidade, Gianni Infantino, passaram a responder a uma ação judicial apresentada na Corte Federal de Boston, nos Estados Unidos. O autor da ação é Lotfollah Kaveh Afrasiabi, cidadão norte-americano de origem iraniana, que pede uma indenização de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 5,2 bilhões.

Segundo informações divulgadas pelo jornal britânico The Independent, a ação foi protocolada em 30 de junho. Além disso, o autor afirma atuar em causa própria e sustenta que representa cerca de 91 milhões de iranianos e iraniano-americanos.

Autor contesta decisão do VAR

No processo, Afrasiabi alega que a Fifa discriminou a seleção do Irã durante a Copa do Mundo de 2026.

O principal questionamento envolve a partida entre Irã e Egito, disputada em 26 de junho. Na ocasião, a arbitragem anulou um gol do zagueiro Shojae Khalilzadeh após revisão do árbitro de vídeo (VAR), que identificou impedimento na jogada.

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A partida terminou empatada por 1 a 1. Com isso, o Egito garantiu classificação inédita para as oitavas de final, enquanto o Irã acabou eliminado da competição.

Segundo o autor da ação, a revisão do VAR ocorreu de forma equivocada e impediu a vitória da equipe iraniana. Por isso, ele sustenta que a entidade agiu de maneira discriminatória.

Ação pede reconhecimento coletivo

Além da indenização bilionária, Afrasiabi solicita que a Justiça reconheça o processo como uma ação coletiva.

De acordo com o autor, milhões de iranianos sofreram danos emocionais em razão da eliminação da seleção e da forma como a equipe teria sido tratada durante o torneio.

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Além disso, ele declarou que, caso obtenha uma decisão favorável, pretende destinar parte dos recursos ao financiamento de programas esportivos voltados para jovens no Irã.

Processo cita restrições enfrentadas pela delegação

A ação também afirma que a seleção iraniana enfrentou dificuldades logísticas durante a Copa do Mundo.

Segundo Afrasiabi, a equipe sofreu restrições de viagem, precisou transferir sua base de treinamentos para o México e não conseguiu vistos para parte da delegação.

Na avaliação dele, a Fifa deveria ter adotado medidas para assegurar igualdade de condições entre todas as seleções participantes.

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Além disso, o autor sustenta que essas situações causaram prejuízos esportivos e ofenderam milhões de iranianos. Dessa forma, ele considera que houve tratamento desigual durante a competição.

Fifa ainda não comentou o caso

Até o momento, a Fifa não divulgou posicionamento oficial sobre a ação judicial nem comentou as acusações apresentadas por Afrasiabi.

O processo seguirá a tramitação na Justiça Federal dos Estados Unidos, que analisará os pedidos formulados pelo autor. Enquanto isso, o caso acrescenta mais um episódio jurídico envolvendo a principal entidade do futebol mundial.

Por fim, a decisão poderá abrir caminho para novos desdobramentos, conforme o andamento do processo na Justiça norte-americana.

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