A eleição no Peru teve um novo desdobramento nesta segunda-feira (6), quando o candidato de esquerda Roberto Sánchez reconheceu a derrota para a conservadora Keiko Fujimori. A declaração ocorreu três dias após a proclamação oficial do resultado pelas autoridades eleitorais do país.
Apesar do reconhecimento, o partido Juntos por el Perú manteve críticas ao processo eleitoral e voltou a citar supostas irregularidades durante a apuração dos votos.
Reconhecimento ocorre após proclamação oficial
O reconhecimento de Sánchez ocorreu apenas após a confirmação oficial da vitória de Keiko Fujimori pelas autoridades eleitorais peruanas. Assim, o candidato encerra a contestação direta ao resultado, embora o partido siga questionando o processo.
Durante a apuração, que durou mais de 20 dias, a legenda já havia indicado que não aceitaria o resultado final. Além disso, o grupo político alegou falta de transparência e afirmou que o pleito não refletiu integralmente a vontade do eleitorado.
Partido mantém críticas ao processo eleitoral
Mesmo após a confirmação dos resultados, o Juntos por el Perú manteve o tom de contestação. Em nota, o partido afirmou que o reconhecimento institucional não elimina o direito de apontar irregularidades.
Segundo a sigla, a defesa da democracia exige tanto o respeito às instituições quanto a apuração de possíveis falhas no processo. Dessa forma, o partido afirmou que seguirá denunciando problemas identificados durante a eleição no Peru.
Além disso, a legenda declarou que pretende atuar no Congresso com uma agenda voltada à revisão de leis, ao fortalecimento da segurança jurídica e à retomada de instrumentos de participação popular, como o referendo.
Resultado confirma vitória apertada de Keiko Fujimori
A disputa terminou com vitória de Keiko Fujimori, que obteve 9.223.396 votos, o equivalente a 50,135% dos votos válidos. Por outro lado, Roberto Sánchez alcançou 9.137.755 votos, o que representa 49,865%.
Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, disputou a Presidência pela quarta vez. Em 2021, ela perdeu a eleição para o então candidato de esquerda Pedro Castillo por uma margem apertada de cerca de 44 mil votos.
Transição de governo e cenário político
Com o resultado, Keiko Fujimori assumirá a Presidência do Peru no lugar do presidente interino José María Balcázar Zelada, que ocupava o cargo há quatro meses.
Além disso, a nova presidente defende uma agenda voltada ao incentivo ao setor privado e ao endurecimento de políticas de segurança pública. Enquanto isso, o cenário político peruano segue marcado por polarização e disputas em torno da legitimidade do processo eleitoral.
Por fim, a transição de governo ocorre em meio a debates sobre o legado político de Alberto Fujimori, que governou o país nos anos 1990 e posteriormente foi condenado por corrupção e violações de direitos humanos.






















































