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Caso Master pode enfrentar anulações, diz associação da PF

Sede do Banco Master, em São Paulo | Divulgação/Rovena Rosa/Agência Brasil

O Caso Master pode enfrentar questionamentos judiciais e até possíveis anulações, segundo a avaliação do presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Edvandir Paiva. Em entrevista ao programa Sala de Imprensa, o dirigente afirmou que o cenário político e eleitoral em torno da investigação aumenta as incertezas sobre o futuro do processo. Além disso, ele comparou a situação à Operação Lava Jato, que teve parte de seus desdobramentos anulados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Durante a entrevista, Paiva destacou que não descarta a possibilidade de a operação conhecida como Compliance Zero ser anulada futuramente. Segundo ele, as especulações e os interesses relacionados ao contexto eleitoral podem influenciar o destino do caso na Justiça.

Caso Master é comparado à Lava Jato

Ao comentar o Caso Master, Edvandir Paiva lembrou que, anos atrás, seria difícil imaginar que a Lava Jato teria decisões anuladas. Entretanto, ele ressaltou que isso ocorreu por questões processuais e não por falhas atribuídas à Polícia Federal.

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Segundo o presidente da ADPF, os delegados mantêm orgulho do trabalho desenvolvido durante a operação que investigou esquemas de corrupção envolvendo a Petrobras. Além disso, ele afirmou que, na avaliação da categoria, a Polícia Federal não cometeu erros que justificassem as anulações determinadas posteriormente pelo STF.

Paiva também destacou que o histórico de grandes operações anuladas levou a corporação a revisar métodos e procedimentos de investigação. Dessa forma, a instituição busca reduzir riscos jurídicos e fortalecer a segurança processual das apurações em andamento.

Experiências anteriores influenciam investigações

O dirigente citou outras operações que acabaram anuladas pela Justiça, como Satiagraha, Castelo de Areia e Métis. Conforme explicou, esses precedentes serviram para aperfeiçoar os protocolos utilizados pela Polícia Federal.

Segundo Paiva, atualmente a corporação evita práticas que, no passado, foram questionadas judicialmente. Entre elas, ele mencionou o não uso de agentes externos às investigações, a ausência de conduções coercitivas e a cautela com procedimentos baseados exclusivamente em denúncias anônimas.

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O presidente da associação também comentou os frequentes vazamentos de informações durante investigações. Na avaliação dele, é incorreto atribuir automaticamente essas ocorrências à Polícia Federal, uma vez que um inquérito policial passa por diferentes instituições, como Ministério Público, Judiciário e defesa dos investigados.

Paiva afirmou que eventuais responsáveis por vazamentos devem responder por seus atos. Para ele, a divulgação indevida de informações não interessa à Polícia Federal e pode comprometer o andamento das investigações.

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