Câncer de pulmão ganhou uma nova opção terapêutica no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação da indicação do medicamento Datroway® (datopotamabe deruxtecana) para o tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) em estágio avançado ou metastático. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (27).
Segundo a Anvisa, o medicamento destina-se a pacientes com mutação no gene EGFR que já receberam um tratamento direcionado à alteração genética e também quimioterapia à base de platina, mas apresentaram progressão da doença. Dessa forma, o novo registro amplia as alternativas terapêuticas para um grupo de pacientes com opções limitadas de tratamento.
Medicamento já era utilizado contra câncer de mama
O Datroway já possuía registro no Brasil para o tratamento de alguns tipos de câncer de mama. Agora, com a nova autorização, médicos também poderão indicar o medicamento para pacientes com câncer de pulmão que atendam aos critérios definidos pela Anvisa.
Além disso, o medicamento pertence à classe dos conjugados anticorpo-fármaco. Essa tecnologia combina um anticorpo, que identifica células tumorais específicas, com um agente quimioterápico. Assim, o tratamento busca agir de forma mais direcionada sobre o tumor e reduzir os danos às células saudáveis.
Tratamento atende pacientes com doença avançada
A nova indicação contempla pacientes adultos com câncer de pulmão de não pequenas células localmente avançado ou metastático. No entanto, o uso depende da confirmação da mutação EGFR por exames laboratoriais e da progressão da doença após os tratamentos recomendados anteriormente.
Além disso, a aprovação segue resultados de estudos clínicos que demonstraram benefício para esse perfil de pacientes. Por isso, especialistas consideram a autorização um avanço para a oncologia de precisão, que utiliza características genéticas do tumor para definir o tratamento mais adequado.
Anvisa amplia opções terapêuticas
Com a decisão, a Anvisa amplia o acesso a terapias-alvo para pacientes com câncer de pulmão. Entretanto, a aprovação do registro não significa incorporação automática do medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, o tratamento ainda precisa passar por avaliações específicas dos órgãos responsáveis.
Enquanto isso, a nova indicação representa mais uma alternativa para médicos e pacientes que enfrentam uma das doenças que mais causam mortes por câncer no mundo. Além disso, reforça o avanço das terapias personalizadas no tratamento oncológico.



















































