O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta sexta-feira (7), a indicação de Daniel Perez embaixador dos EUA no Brasil. O nome, escolhido pelo presidente Donald Trump, recebeu 51 votos favoráveis e 47 contrários. A votação ocorreu por margem apertada. No entanto, Perez ainda depende do agrément, autorização formal do governo brasileiro para assumir o cargo em Brasília.
Além disso, a aprovação ocorreu durante um pacote de nomeações para cargos diplomáticos e funções estratégicas do governo norte-americano. Entretanto, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicam que o Brasil não deve conceder o aval antes das eleições presidenciais de outubro.
Quem é Daniel Perez
Daniel Perez tem 39 anos, é advogado e preside a Câmara dos Deputados da Flórida. Além disso, é filho de imigrantes cubanos e integra o Partido Republicano. O político também mantém forte alinhamento com o presidente Donald Trump e com a agenda do movimento Make America Great Again (MAGA).
Trump anunciou a indicação de Perez em junho deste ano. Desde então, o republicano passou pelo processo de análise no Senado. Agora, aguarda apenas a autorização do governo brasileiro para iniciar sua missão diplomática.
Aval do Brasil ainda é obrigatório
Apesar da aprovação no Senado, Daniel Perez ainda não pode assumir a embaixada. Isso acontece porque o governo brasileiro precisa conceder o agrément, procedimento previsto nas regras diplomáticas internacionais.
Somente após essa autorização, Perez poderá apresentar suas credenciais e iniciar oficialmente o trabalho em Brasília. Até o momento, o Palácio do Planalto não informou quando analisará o pedido.
Aprovação ocorre em meio à tensão diplomática
A confirmação de Daniel Perez acontece em um momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Nos últimos meses, declarações do governo Trump e decisões envolvendo representantes diplomáticos aumentaram o desgaste entre os dois países.
Por isso, a decisão do governo brasileiro sobre o agrément ganhou ainda mais importância. Além disso, especialistas avaliam que a medida poderá influenciar o ritmo das relações diplomáticas entre Brasília e Washington nos próximos meses.




















































