Política

MPE pede indeferimento de nomes de urna ligados a Lula e Bolsonaro no RN

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu à Justiça Eleitoral o indeferimento dos nomes de urna “Cadu de Lula”, “Rodrigo Bolsonaro” e “Samanda de Lula”, usados por candidatos do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026.

Os pareceres apontam que a utilização dos nomes pode provocar confusão sobre a identidade dos candidatos e induzir o eleitor a erro. A análise ocorre no processo de registro das candidaturas.

MPE questiona nomes de urna no RN

Entre os casos analisados está o de Cadu Xavier, candidato do PT ao Governo do Rio Grande do Norte, que adotou o nome de urna “Cadu de Lula”. A escolha associa diretamente a candidatura ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A estratégia já vinha sendo utilizada pela campanha antes da oficialização do nome. Em julho, a convenção da Federação Brasil da Esperança confirmou Cadu como candidato ao governo com a denominação “Cadu de Lula”.

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Além disso, a candidata ao Senado Samanda Alves, também do PT, registrou o nome de urna “Samanda de Lula”. A escolha segue a mesma estratégia de vincular a candidatura ao presidente.

“Rodrigo Bolsonaro” também é questionado

O MPE também apresentou manifestação contra o uso do nome de urna “Rodrigo Bolsonaro”. Nesse caso, o órgão considera que a denominação pode criar uma associação direta com o ex-presidente Jair Bolsonaro e sua família.

Dessa forma, os pareceres defendem que a Justiça Eleitoral avalie se os nomes escolhidos respeitam as regras eleitorais e evitam confusão entre candidatos.

Associação com líderes políticos

A utilização de nomes associados a lideranças nacionais ganhou espaço nas eleições deste ano no Rio Grande do Norte. No caso de Cadu, por exemplo, a campanha aposta na identificação com Lula para fortalecer sua candidatura.

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Pesquisas realizadas no estado também mostram que a associação com o presidente altera o desempenho eleitoral do candidato. Em levantamento DataVero/Diário do RN divulgado em julho, Cadu Xavier passou de 10,8% para 19,6% quando os entrevistados receberam informações sobre os apoios políticos aos candidatos.

Além disso, a adoção de “Cadu de Lula” como nome de urna já provocava discussões no cenário eleitoral potiguar. A escolha passou a integrar os questionários das pesquisas após a formalização da candidatura.

Justiça Eleitoral ainda vai analisar pedidos

Os pedidos do Ministério Público Eleitoral ainda dependem de decisão da Justiça Eleitoral. Portanto, os pareceres não representam, por si só, o indeferimento definitivo das candidaturas ou dos nomes de urna.

Agora, caberá à Justiça Eleitoral analisar os argumentos apresentados pelo MPE e decidir se os candidatos poderão utilizar as denominações registradas.

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Enquanto isso, os processos seguem em tramitação e podem receber novas manifestações das partes envolvidas.

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