Política

Bolsonaro pede aval do STF para receber irmão

Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para receber a visita do irmão Renato Bolsonaro, candidato a deputado federal por São Paulo. A defesa apresentou o pedido na sexta-feira (5), enquanto o ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília.

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O requerimento, segundo as informações da pauta, não apresenta detalhes sobre a possível visita. No entanto, pelas regras estabelecidas por Moraes, Bolsonaro pode receber advogados, médicos, fisioterapeutas e os filhos, com exceção do senador Flávio Bolsonaro, que também disputa a Presidência da República.

Além disso, o ex-presidente pode receber normalmente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura e a enteada Letícia, que moram na mesma residência. Para os demais visitantes, contudo, Bolsonaro precisa obter autorização prévia do Supremo.

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Bolsonaro pede aval para receber Renato

Renato Bolsonaro é empresário e ex-capitão do Exército. Além disso, ele participa da política e tenta novamente conquistar um cargo eletivo. Nas redes sociais, Renato costuma se apresentar como “irmão do eterno presidente Jair Bolsonaro”.

Esta será a sexta eleição disputada por Renato, que ainda não conseguiu se eleger. Em 2024, por exemplo, ele tentou conquistar a Prefeitura de Registro, no interior de São Paulo. Na ocasião, terminou a disputa em segundo lugar, com 29,82% dos votos.

Enquanto isso, Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A execução da condenação começou em novembro de 2025, inicialmente na sede da Polícia Federal e, posteriormente, no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Em março, após um episódio de broncopneumonia, o ex-presidente passou a cumprir prisão domiciliar. Desde então, as regras de visitação impostas pelo STF limitam o acesso de pessoas que não integram a lista autorizada.

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Flávio Bolsonaro está proibido de visitar o pai

Em julho, Alexandre de Moraes proibiu Flávio Bolsonaro de visitar o pai durante 90 dias. O senador recorreu da decisão, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou pela manutenção da restrição.

A medida ocorreu depois que Flávio publicou nas redes sociais uma carta manuscrita pelo pai. Posteriormente, o senador também leu o conteúdo durante uma transmissão ao vivo no YouTube.

Segundo Moraes, a divulgação contrariou a medida cautelar que impede Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais, inclusive por meio de terceiros. Por isso, o ministro determinou a restrição.

Moraes proibiu visitas ao ex-presidente com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026. Dessa forma, a autorização solicitada pela defesa para a visita de Renato precisa passar pela análise do Supremo.

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Antes da decisão, Flávio havia sido formalmente incluído como advogado de defesa do pai, em março de 2026. Assim, o senador tinha acesso irrestrito a Jair Bolsonaro até a determinação que suspendeu temporariamente as visitas.

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