A caderneta de poupança registrou retirada líquida de R$ 10,57 bilhões em agosto, maior saída de recursos para o mês desde 2022, quando os saques superaram os depósitos em R$ 22,02 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (10).
No mês, os brasileiros depositaram R$ 357,65 bilhões na poupança e sacaram R$ 368,22 bilhões, o que resultou em um saldo negativo 40% maior que a saída líquida registrada em agosto de 2025, de R$ 7,56 bilhões.
Em agosto de 2023, a poupança registrou saída líquida de R$ 10,07 bilhões. No mesmo mês de 2024, o resultado negativo havia caído para R$ 398 milhões, antes de voltar a crescer para R$ 7,56 bilhões em 2025 e R$ 10,57 bilhões neste ano.
Acumulado do ano
Apesar do resultado mais fraco em agosto, o desempenho acumulado da poupança em 2026 ainda é melhor do que no mesmo período de 2025. De janeiro a agosto deste ano, os saques superaram os depósitos em R$ 57,08 bilhões, ante R$ 63,46 bilhões nos oito primeiros meses do ano passado, uma diferença de cerca de 10%.
No acumulado de 2026, foram R$ 2,86 trilhões em depósitos e R$ 2,92 trilhões em saques, com a maior parte da saída de recursos concentrada no início do ano, quando os saques superaram os depósitos em R$ 23,51 bilhões em janeiro, R$ 6,62 bilhões em fevereiro e R$ 11,12 bilhões em março, antes de a diferença recuar para R$ 476 milhões em abril.
Maio foi o único mês de 2026 até agora em que os depósitos superaram os saques, com entrada líquida de R$ 2,60 bilhões. Depois, a poupança voltou ao campo negativo, com retiradas líquidas de R$ 238 milhões em junho, R$ 7,15 bilhões em julho e R$ 10,57 bilhões em agosto.
Mesmo com os saques superiores aos depósitos no mês, os rendimentos creditados nas contas somaram R$ 6,51 bilhões em agosto. Com isso, o saldo total mantido na poupança encerrou o período em R$ 1,016 trilhão.
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