O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) rejeitou, por unanimidade, o recurso apresentado pela defesa de Igor Eduardo Pereira Cabral. Com a decisão, o acusado continua sujeito a julgamento pelo Tribunal do Júri em Natal.
Igor responde pela acusação de tentativa de feminicídio contra Juliana Soares. Em julho de 2025, câmeras de segurança registraram a agressão dentro do elevador de um condomínio na Zona Sul de Natal. Segundo o processo, o acusado desferiu 61 socos contra a vítima.
TJRN mantém decisão
A Câmara Criminal do TJRN analisou o recurso nesta quinta-feira (24). Os desembargadores mantiveram a decisão da 1ª Vara Criminal de Natal, que determinou que o caso siga para o Tribunal do Júri.
O relator afirmou que o processo apresenta versões conflitantes e elementos suficientes para que os jurados analisem o caso. Além disso, destacou que o Tribunal do Júri é o responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.
Dessa forma, a Justiça não acolheu o pedido da defesa para impedir a realização do júri.
Agressão aconteceu em 2025
O caso ocorreu em julho de 2025. Na ocasião, câmeras do elevador registraram a sequência de agressões contra Juliana Soares.
Após o ataque, a vítima precisou passar por uma cirurgia de reconstrução facial. Segundo informações do processo, ela sofreu fraturas graves no rosto e ficou com sequela neurológica permanente.
Além disso, as imagens do circuito de segurança integram as principais provas consideradas pela Justiça na decisão que levou o acusado a júri popular.
Defesa questionou acusação
A defesa de Igor Cabral contestou a acusação de tentativa de feminicídio. Entre os argumentos apresentados, os advogados afirmaram que as lesões, apesar de graves, não teriam provocado um risco imediato de morte sob uma análise médica.
A 1ª Vara Criminal de Natal rejeitou esse argumento na fase de pronúncia. Segundo a decisão, a existência ou não de perigo imediato de morte não determina, por si só, a configuração da tentativa de homicídio.
Agora, o processo segue para o Tribunal do Júri. Entretanto, a data do julgamento ainda não foi definida pela Justiça.
Igor Cabral permanece preso enquanto o processo segue em tramitação.
