Os protestos na França provocaram confrontos entre manifestantes e policiais neste sábado (17), em diversas cidades do país. Segundo o Ministério do Interior francês, pelo menos 272 pessoas foram presas após episódios de violência durante as mobilizações contra o aumento do custo de vida e a precariedade dos serviços públicos.
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Além das manifestações em Paris, as autoridades registraram 140 protestos em outras regiões francesas. Entre as cidades que tiveram confrontos estão Marselha, Rennes, Toulouse e Angers. Em diferentes pontos, a polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar os participantes.
Em meio à tensão, grupos de pessoas encapuzadas entraram em confronto com agentes de segurança. Além disso, episódios de incêndio mobilizaram equipes de emergência. Em Lyon, o prédio de um escritório de turismo foi incendiado. Já em Paris, um veículo de emergência pegou fogo durante os confrontos.
Segundo a agência Reuters, as manifestações estão entre as mais violentas registradas no país nos últimos anos. O governo francês atribuiu os episódios de violência a grupos que classificou como de “ultraesquerda”.
Protestos na França registram confrontos em várias cidades
Na capital francesa, manifestantes se concentraram em locais como a Praça da República. O grupo protestou contra os preços elevados e o enfraquecimento dos mecanismos de proteção social.
Durante os confrontos, policiais lançaram gás lacrimogêneo para dispersar os participantes. Em resposta, alguns manifestantes arremessaram objetos contra os agentes e devolveram bombas de gás em direção às forças de segurança.
Em Lille, no norte do país, a polícia de choque avançou contra manifestantes. Além disso, uma pessoa precisou da ajuda de outros participantes para chegar a um local seguro.
Em Paris, bombeiros combateram as chamas em um veículo de emergência, enquanto uma densa fumaça preta se espalhava pela região. Os episódios ampliaram a preocupação com a segurança durante as manifestações.
Resposta policial provoca críticas
A atuação das forças de segurança também gerou críticas devido aos ferimentos registrados durante os protestos. Entre os casos relatados está o de um adolescente que perdeu uma das mãos após pegar uma granada de efeito moral.
Por outro lado, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, afirmou que mais de 900 policiais também ficaram feridos durante os protestos. O cenário evidencia a dimensão dos confrontos e os desafios enfrentados pelas autoridades para conter a violência.
Protestos começaram em escolas da periferia de Paris
A mobilização começou em setembro, em escolas de ensino médio de bairros pobres da periferia norte de Paris. Inicialmente, os estudantes protestavam contra a falta de professores e as condições precárias das instalações escolares.
Com o passar das semanas, no entanto, a mobilização ganhou alcance nacional. As manifestações passaram a reunir reivindicações relacionadas à desigualdade social, aos gastos públicos considerados insuficientes e à perda do poder de compra da população.
A crise ocorre na reta final do mandato do presidente Emmanuel Macron, em um contexto de fragmentação política e pressão sobre a economia francesa.

























































