O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu as sanções à Rússia e as tarifas relacionadas à compra de petróleo e gás russos antes de as medidas entrarem em vigor. A decisão foi divulgada pela Casa Branca na sexta-feira (16), por meio de um decreto que justifica a suspensão com base nos interesses nacionais norte-americanos.
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No documento, Trump afirmou que apresentou ao Congresso uma certificação para demonstrar que a medida atende aos interesses dos Estados Unidos. Dessa forma, o presidente utilizou uma prerrogativa prevista na própria legislação que havia sancionado em setembro.
A lei estabelecia novas penalidades econômicas contra países que mantivessem relações comerciais com o setor energético russo. No entanto, o texto também permitia que o presidente suspendesse as medidas caso considerasse que sua aplicação não atendia aos interesses nacionais.
Sanções à Rússia previam tarifas de até 100%
A Lei Lindsey O. Graham de Sanções à Rússia e ao Irã de 2026, assinada por Trump em meados de setembro, previa tarifas de até 100% sobre mercadorias importadas de países que comprassem petróleo e gás russos.
As medidas buscavam ampliar a pressão econômica sobre Moscou em razão da invasão da Ucrânia, iniciada em 2022. Além disso, a legislação previa penalidades para países que continuassem comprando esses produtos após o prazo estabelecido ou que ajudassem a Rússia a contornar sanções internacionais.
A lei também direcionava as medidas aos cinco maiores importadores de petróleo e gás russos. Entretanto, a aplicação das tarifas dependia dos critérios previstos no texto legal e das decisões do governo norte-americano.
Embora a legislação estabelecesse um prazo de até 30 dias para a entrada em vigor das tarifas, Trump decidiu suspender as penalidades antes desse momento. Segundo o decreto, a suspensão continuará até que o presidente ou seus principais assessores considerem necessárias novas medidas.
Zelensky critica decisão de Trump
A decisão provocou reação do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Neste sábado (17), ele criticou a suspensão das penalidades e afirmou que a medida pode beneficiar o presidente russo, Vladimir Putin.
Em publicação na rede social X, Zelensky argumentou que o alívio da pressão econômica sobre Moscou pode incentivar a continuidade dos ataques contra a Ucrânia. Além disso, defendeu que a comunidade internacional mantenha a pressão sobre o governo russo.
A manifestação evidencia a divergência entre Kiev e Washington sobre a estratégia para lidar com a guerra. Enquanto a Ucrânia cobra medidas mais rigorosas contra Moscou, Trump tem adotado uma postura considerada mais favorável à Rússia em diferentes declarações públicas.
O presidente norte-americano também fez críticas a Zelensky e chegou a sugerir que a Ucrânia precisava de uma nova liderança. Nesse contexto, a suspensão das sanções amplia as discussões sobre os rumos da política externa dos Estados Unidos em relação ao conflito.

























































