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Consumo nos lares brasileiros acumula alta de 2,70% até setembro, diz Abras

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O consumo nos lares brasileiros acumulou alta de 2,70% de janeiro a setembro de 2026, segundo balanço divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O resultado ficou praticamente estável em relação ao acumulado até agosto, quando o indicador registrou avanço de 2,71%.

Na comparação com setembro de 2025, o consumo cresceu 0,59%. Já em relação a agosto deste ano, houve queda de 1,46%, interrompendo uma sequência de dois meses de crescimento. Em julho, o indicador avançou 3,01%, enquanto agosto registrou alta de 2,21%.

O levantamento considera todos os formatos de supermercados, desde estabelecimentos de bairro até grandes redes. A Abras deflacionou os dados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Consumo mantém resultado positivo no acumulado do ano

O vice-presidente da Abras, Marcio Milan, avalia que o consumo mantém uma trajetória positiva ao longo de 2026, apesar dos desafios enfrentados pelas famílias para conciliar as despesas com alimentação e outros compromissos financeiros.

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Segundo Milan, o resultado acumulado até setembro demonstra a continuidade desse movimento.

O dirigente também destacou os indicadores do mercado de trabalho como fatores favoráveis ao consumo. A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, enquanto a população ocupada alcançou 103,5 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica, conforme os dados citados por ele.

Abras aponta preocupação com impostos e endividamento

Milan destacou a ampliação da isenção de impostos sobre produtos da cesta básica como uma das medidas relevantes do governo atual. Segundo ele, a inclusão de um número maior de itens, entre eles proteínas como carne, frango e peixe, pode contribuir para sustentar o consumo das famílias.

Por outro lado, o vice-presidente da Abras manifestou preocupação com a definição de novas alíquotas de impostos no início da próxima gestão. Na avaliação dele, eventuais aumentos podem encarecer outros produtos que compõem a cesta de alimentos e de consumo.

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O representante da entidade também apontou o endividamento das famílias como um fator de atenção e defendeu medidas para enfrentar o problema.

Entidade relaciona vendas de alimentos a medidas sobre apostas

Milan ressaltou a importância, na avaliação da Abras, de manter medidas restritivas às apostas on-line, conhecidas como bets. Segundo dados divulgados pela entidade, as vendas de alimentos cresceram nas semanas de 5 a 11 de outubro e de 12 a 18 de outubro de 2026, na comparação com os mesmos períodos do ano anterior.

O avanço foi de 6,5% na primeira semana e de 6,3% na segunda. A entidade relaciona os resultados ao cenário posterior à medida mencionada pelo dirigente.

Mudanças na jornada de trabalho preocupam supermercados

O vice-presidente da Abras também comentou as discussões sobre o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada dos trabalhadores. Segundo ele, mudanças na legislação exigem atenção aos possíveis efeitos sobre toda a cadeia de abastecimento.

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Milan lembrou que os supermercados tiveram papel essencial durante a pandemia e manifestou preocupação com possíveis impactos das alterações na organização do setor.

Na avaliação do dirigente, as mudanças precisam considerar os diferentes segmentos envolvidos no abastecimento para evitar desequilíbrios no funcionamento da cadeia.

Leia também: Transição de governo no RN terá 18 integrantes; veja a lista

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