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Prisão de Vorcaro é revogada e banqueiro deixa a detenção

Foto: Reprodução

A prisão de Vorcaro foi revogada no início da tarde deste sábado (29), após decisão da desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, sócio e gestor do Banco Master, deixou o Centro de Detenção Provisória 2, em Guarulhos, onde estava desde a última segunda. Ele deverá cumprir uma série de medidas cautelares consideradas rígidas pelo próprio tribunal.

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Banco Master: fraude investigada pela Polícia Federal gira em torno de R$ 12 bilhões

Decisão judicial e medidas impostas

Segundo a decisão, Vorcaro deve se apresentar periodicamente à Justiça, não pode manter contato com outros investigados e está proibido de deixar o município onde reside. Além disso, ele teve o passaporte retido e está impedido de exercer qualquer atividade de natureza financeira. Essas medidas, conforme a magistrada, seriam suficientes para reduzir riscos e impedir novas infrações.

O banqueiro havia sido preso preventivamente na noite de sexta-feira, depois que agentes da Polícia Federal o detiveram no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Ele tentava embarcar em um voo para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o que motivou a transferência para o CDP 2. A PF afirma que, por outro lado, a tentativa de deixar o país reforçava o risco de fuga.

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Contexto da investigação

A decisão destaca que, apesar da gravidade das acusações, a “ausência de periculosidade” permitia substituir a prisão por medidas cautelares. No entanto, o processo segue em andamento. Vorcaro é investigado por supostamente liderar um esquema de manipulação financeira ligado ao Banco de Brasília (BRB) e ao Banco Master. Conforme a Polícia Federal, o grupo teria causado prejuízo superior a R$ 12 bilhões por meio de carteiras de crédito “insubsistentes” e manipulação contábil destinada a captar recursos no mercado financeiro.

Além disso, outros quatro investigados também tiveram a libertação autorizada: Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Ângelo Antonio Ribeiro da Silva. A desembargadora ressaltou que não havia motivos para tratá-los de maneira distinta.

A “Compliance Zero”, operação que apura o caso, segue analisando documentos e depoimentos. A prisão de Vorcaro deixou de ser necessária, segundo a magistrada, porque as novas medidas seriam suficientes para evitar riscos sociais e impedir eventuais repetições das práticas investigadas.

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