O Líder supremo interino do Irã foi anunciado neste domingo (1), após a morte do aiatolá Ali Khamenei. O escolhido é o aiatolá Alireza Arafi, que comandará o Conselho Provisório de Liderança até a definição de um novo chefe permanente do regime.
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A decisão ocorreu depois do ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel, que atingiu o complexo presidencial iraniano e provocou mais de 200 mortes. Segundo autoridades locais, o bombardeio matou Khamenei e abriu uma crise institucional em meio às tensões internacionais.
De acordo com o porta-voz Mohsen Dehnavi, o Conselho de Discernimento de Conveniência selecionou Arafi para garantir a continuidade da liderança. Além disso, o grupo conta com o presidente Masoud Pezeshkian e com o chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni-Ejei. Conforme a legislação iraniana, a Assembleia de Especialistas definirá o novo líder supremo de forma permanente.
Líder supremo interino conduz transição
O Irã adota um regime teocrático desde a Revolução de 1979, quando o xá foi deposto. Desde então, apenas dois líderes ocuparam o posto máximo: Ruhollah Khomeini até 1989 e, posteriormente, Khamenei. Agora, o Líder supremo interino assume a missão de organizar a sucessão em meio à instabilidade.
Enquanto isso, a crise se aprofunda no campo diplomático. Anteriormente, em 2015, o então presidente Barack Obama firmou um acordo nuclear com Teerã, prevendo inspeções internacionais e alívio de sanções. No entanto, em 2018, Donald Trump retirou os EUA do pacto e retomou a pressão econômica.
Recentemente, representantes iranianos e norte-americanos voltaram a se reunir na Suíça para discutir um novo entendimento. Contudo, após novas acusações de avanço nuclear, Washington realizou bombardeios em parceria com Israel. Em resposta, Teerã lançou mísseis contra alvos israelenses e bases norte-americanas no Oriente Médio.






















































