Relatórios da Receita Federal obtidos pelo SBT News revelam uma mudança expressiva nas movimentações financeiras do banqueiro Daniel Vorcaro ao longo dos últimos anos. Os documentos mostram que os valores movimentados em contas e investimentos ligados ao empresário passaram de menos de R$ 700 mil por ano, em 2017, para mais de R$ 220 milhõess, em 2025.
Os dados constam em relatórios de um sistema que reúne informações enviadas por bancos e instituições financeiras à Receita Federal sobre movimentações e aplicações de clientes. A documentação obtida pela reportagem permite reconstruir, ano a ano, a evolução das contas e investimentos associados ao banqueiro ao longo de quase uma década.
No início do período analisado, as movimentações aparecem em patamares relativamente modestos. Em 2017, por exemplo, uma das contas vinculadas a Vorcaro registra cerca de 676.000 reais em créditos ao longo de todo o ano. Nos anos seguintes, os registros continuam limitados a valores considerados baixos ou pontuais. Em 2019, por exemplo, a mesma conta apresenta movimentação de cerca de 4.000 reais, além de operações de câmbio que somam pouco mais de 130.000 reais no período.
A mudança de escala começa a aparecer no início da década de 2020. Em 2021, os relatórios já indicam movimentações maiores, incluindo registros de cerca de 1,7 milhão de reais em uma conta vinculada ao empresário. Nos anos seguintes, porém, o crescimento se acelera e as operações passam a ocorrer em patamares muito mais elevados.
Em 2025, os documentos mostram movimentações que ultrapassam a casa das centenas de milhões. Apenas em uma das contas analisadas, os créditos registrados entre janeiro e outubro de 2025 somam cerca de 221 milhões de reais. Só no mês de julho as entradas chegam a aproximadamente 149 milhões.
O período de crescimento das movimentações financeiras coincide com a fase de expansão acelerada do Banco Master. O banco, anteriormente chamado Banco Máxima, passou por um processo de reestruturação a partir de 2020 e adotou uma estratégia agressiva de captação de recursos, oferecendo CDBs com remuneração elevada – em alguns casos chegando a 140% do CDI – e ampliando a atuação em crédito consignado.






















































