O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que vai se reunir na próxima segunda-feira (25) com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para discutir a transição do projeto que prevê o fim da 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas. A declaração ocorreu na sexta-feira (22), durante entrevista ao programa “Sem Censura”, da TV Brasil.
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O encontro busca destravar as negociações em torno da proposta que enfrenta resistência dentro do Congresso Nacional. O tema virou um dos principais impasses entre a base governista e setores do Centrão, o que tem atrasado a apresentação do parecer do deputado Leo Prates, relator da PEC na comissão especial.
Fim da 6×1 divide governo e Congresso
Durante a entrevista, Lula afirmou que a redução da jornada não causará impactos negativos na economia brasileira. Segundo o presidente, as empresas conseguem adaptar a mudança sem prejuízo operacional. Por isso, o governo defende uma redução imediata da carga horária semanal, sem diminuição salarial.
“Defendemos que a redução seja de uma vez, de 44h para 40h e fim de papo, sem reduzir salário”, afirmou o presidente.
No entanto, o Palácio do Planalto admite negociar uma regra de transição para garantir apoio político à proposta. Atualmente, duas possibilidades estão em discussão: uma transição de cinco anos sem pagamento de horas extras ou um prazo mais curto, entre dois e três anos.
Lula sinalizou que o governo não aceitará um modelo considerado lento demais. Segundo ele, reduzir apenas meia hora ou uma hora por ano descaracteriza a proposta original da PEC. O presidente destacou que a negociação será necessária porque o governo não possui votos suficientes para aprovar sozinho todas as medidas defendidas pela base aliada. Assim, a reunião com Hugo Motta será decisiva para tentar construir um consenso antes da apresentação oficial do parecer.
Lula cobra avanço da PEC da Segurança
Além do debate sobre o fim da 6×1, Lula também comentou a situação da PEC da Segurança Pública, que segue parada no Senado Federal há mais de dois meses. O presidente fez um apelo direto ao senador Davi Alcolumbre para que a proposta volte à pauta.
Segundo Lula, o texto pode ajudar o país a enfrentar o avanço das organizações criminosas por meio da integração entre os sistemas de segurança pública. A proposta prevê a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), além da criação de regras específicas para combater facções e milícias.






















































