A inadimplência nas operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) subiu para 4,7% em maio, informou o Banco Central nesta quarta-feira (1º). O indicador mede a parcela dos empréstimos com atraso superior a 90 dias.
O patamar é o maior da série histórica das tabelas do BC, iniciada em março de 2011. Houve alta de 0,1 ponto percentual em relação a abril e de 1 ponto percentual em 12 meses.
O avanço foi registrado tanto nas operações com pessoas físicas quanto com empresas. No crédito às famílias, a inadimplência chegou a 5,6%, com alta de 0,1 ponto percentual no mês e de 1,2 ponto em 12 meses. Entre as empresas, a taxa ficou em 3,2%, também com alta de 0,1 ponto no mês e de 0,5 ponto em 12 meses.
O aumento da inadimplência ocorreu mesmo com uma leve queda nos juros médios cobrados em novas operações. A taxa média das concessões de crédito caiu 0,1 ponto percentual em maio, para 33,4% ao ano. Em 12 meses, porém, ainda acumula alta de 1,7 ponto percentual.
O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa cobrada dos clientes, ficou em 22,1 pontos percentuais. Houve queda de 0,1 ponto no mês e alta de 1,6 ponto em 12 meses.
O estoque total de crédito do SFN somou R$ 7,3 trilhões em maio. O valor representa crescimento de 0,6% no mês e de 9,5% em 12 meses. O saldo equivale a 55,7% do PIB. Do total, R$ 2,7 trilhões estavam emprestados a empresas, alta de 0,7% no mês. Outros R$ 4,6 trilhões estavam nas mãos das famílias, com avanço de 0,5%.
Crédito livre e direcionado
O crédito livre, em que bancos e clientes negociam as condições das operações, somou R$ 4,1 trilhões em maio. A carteira cresceu 0,3% no mês e 6,9% em 12 meses.
Nessa categoria entram linhas como cartão de crédito, cheque especial, capital de giro e crédito pessoal. É também onde os juros costumam ser mais altos. A taxa média do crédito livre ficou em 49,5% ao ano.
Para pessoas físicas, os juros do crédito livre chegaram a 62,8% ao ano. Para empresas, ficaram em 25,2% ao ano. A inadimplência no crédito livre foi de 6,2%. Entre as famílias, chegou a 7,6%. Nas empresas, ficou em 4,1%.
Já o crédito direcionado, que segue regras específicas e normalmente tem alguma regulação pública, somou R$ 3,2 trilhões. A carteira cresceu 0,9% no mês e 13,1% em 12 meses. Entram nesse grupo financiamentos imobiliários, crédito rural e algumas linhas com taxas reguladas.
SBT News





















































