O Itamaraty rejeita visto de dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam entrar no Brasil para integrar uma missão relacionada ao sistema eleitoral brasileiro. A informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores na sexta-feira (24). Além disso, segundo a pasta, os pedidos de visto foram negados após solicitação apresentada pelo governo norte-americano por meio do Consulado-Geral do Brasil em Washington.
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A decisão veio à tona após reportagem publicada pelo jornal norte-americano The Washington Post. Conforme o periódico, a gestão do presidente Donald Trump planejava enviar representantes ao Brasil para avaliar a lisura e a integridade do sistema eleitoral antes das eleições presidenciais marcadas para 4 de outubro.
De acordo com a publicação, a missão seria composta pelo secretário-assistente Riley M. Barnes e pelo subsecretário-assistente Samuel Samson. Entretanto, ambos tiveram os pedidos de visto rejeitados pelo governo brasileiro.
Itamaraty rejeita visto após pedido do Departamento de Estado
Segundo informações apuradas, o Departamento de Estado encaminhou o pedido de visto no último dia 20. No entanto, o Itamaraty comunicou a negativa na sexta-feira (24), impedindo a entrada dos dois representantes no país para a missão prevista.
A reportagem do The Washington Post afirma que ainda não estava definido quais medidas os integrantes da delegação adotariam para avaliar o sistema eleitoral brasileiro nem quais autoridades e instituições fariam parte da agenda oficial da visita.
Integrantes do governo brasileiro, ouvidos sob condição de anonimato, afirmaram enxergar uma atuação coordenada entre a iniciativa do governo norte-americano e a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Entretanto, não foram apresentados elementos oficiais que comprovem essa avaliação.
Declarações sobre urnas eletrônicas repercutem
A repercussão ocorre após declarações recentes do senador Flávio Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas. Durante um discurso, o parlamentar afirmou que o sistema eletrônico brasileiro teria a mesma origem das urnas produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic.
Entretanto, essa afirmação foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que reiterou que as urnas eletrônicas utilizadas no Brasil foram desenvolvidas com tecnologia própria e não possuem vínculo com o sistema citado pelo senador.
O Brasil é frequentemente apontado como referência na América do Sul pela rapidez da apuração dos votos. Normalmente, os resultados das eleições são conhecidos poucas horas após o encerramento da votação, graças ao sistema eletrônico adotado pela Justiça Eleitoral.




















































