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Irã condiciona abertura de Ormuz a indenização dos EUA

ONU inicia operação para retirar mais de 11 mil marinheiros retidos no Estreito de Ormuz após acordo entre Estados Unidos e Irã

O Irã condiciona a abertura de Ormuz ao cumprimento, pelos Estados Unidos, das cláusulas previstas em um acordo de cessar-fogo. Entre as exigências apresentadas pelo governo iraniano estão indenizações financeiras pelos danos provocados durante a guerra.

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Neste domingo (9), o Irã informou que um acordo com Omã para estabelecer novas rotas de navegação pelo Estreito de Ormuz está na fase final. No entanto, Teerã reforçou que a hidrovia continuará fechada até que os Estados Unidos cumpram as condições estabelecidas.

Antes do bloqueio imposto pelo Irã, o Estreito de Ormuz tinha papel estratégico no comércio mundial de energia. Cerca de um quinto das remessas globais de petróleo e gás natural liquefeito passava pela região.

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A decisão iraniana ocorreu depois de ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel. Desde então, o governo de Teerã passou a controlar a circulação de embarcações na área e a estabelecer novas condições para a navegação.

Irã e Omã negociam novas rotas

Segundo a agência iraniana Mehr, o acordo entre Irã e Omã definirá novas rotas para a passagem de embarcações. Além disso, o planejamento levará em consideração as atuais condições comerciais e a distribuição de poder no Oriente Médio.

O governo iraniano também pretende cobrar pedágios pela passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, forças iranianas vêm atacando embarcações que Teerã acusa de tentar contornar a rota considerada preferencial pelo país.

A posição foi divulgada depois que Irã e Omã anunciaram, na quarta-feira (5), um entendimento sobre as coordenadas geográficas da nova rota proposta para a navegação.

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Assim, as negociações entre os dois países avançaram em um momento de forte tensão na região. Por outro lado, a definição das novas coordenadas não significa, por si só, a retomada imediata do tráfego marítimo pelo estreito.

Negociações com os EUA continuam frágeis

Em relação aos Estados Unidos, o Irã mantém negociações por meio de intermediários. Entretanto, o andamento mais recente das tratativas ainda não estava claro até a publicação das informações.

A declaração divulgada pelo governo iraniano indica que a reabertura do Estreito de Ormuz depende de outros fatores além da definição das rotas marítimas. Entre eles, estão as condições previstas no acordo de cessar-fogo e as indenizações exigidas por Teerã.

A situação coloca o comércio internacional de energia diante de um ponto de atenção. O estreito é uma das principais passagens marítimas para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito no mundo.

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Por isso, qualquer restrição prolongada na região pode afetar as rotas utilizadas por navios-tanque e aumentar a preocupação de países que dependem do transporte marítimo de combustíveis.

Até o momento, os Estados Unidos não haviam apresentado uma resposta pública às exigências feitas pelo Irã neste domingo (9).

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