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Governo sanciona lei que permite reduzir tributos sobre combustíveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei Complementar nº 235/2026, que permite ao governo federal reduzir tributos sobre combustíveis. A norma foi publicada nesta sexta-feira (28) no Diário Oficial da União.

A medida busca reduzir os impactos da alta internacional dos preços de energia provocada pelo conflito no Oriente Médio. Entretanto, a lei não determina uma redução automática dos impostos. Ela estabelece as regras para que o governo possa adotar o corte em 2026.

Quais combustíveis podem ter impostos reduzidos

A nova legislação permite a redução de tributos federais sobre diesel, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação.

Além disso, a regra alcança diferentes etapas da cadeia, incluindo importação, produção e comercialização dos combustíveis.

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Dessa forma, o governo ganha autorização para utilizar o instrumento tributário caso a alta internacional do petróleo pressione os preços no mercado brasileiro.

Como o governo vai compensar a redução

A lei prevê que a União poderá compensar a perda de arrecadação provocada pela redução dos tributos com receitas extraordinárias relacionadas ao petróleo e ao gás natural.

Nesse cálculo, podem entrar royalties, participações especiais, receitas tributárias do setor de óleo e gás e dividendos recebidos pela União de empresas do segmento.

Portanto, a medida busca criar uma fonte extraordinária de compensação para evitar que a redução dos impostos aumente o desequilíbrio fiscal.

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O governo também deverá demonstrar os efeitos da medida no Relatório de Avaliação Bimestral de Receitas e Despesas.

Lei foi aprovada pelo Congresso

O texto começou a tramitar no Congresso como uma proposta voltada principalmente à redução de tributos sobre combustíveis.

A Câmara dos Deputados aprovou a proposta e, posteriormente, o Senado aprovou o texto por 61 votos a 2. Depois disso, o projeto seguiu para a sanção presidencial.

Agora, com a sanção de Lula e a publicação da Lei Complementar 235, o governo passa a ter o instrumento legal para implementar eventuais reduções.

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Etanol também terá medidas de apoio

A legislação não trata apenas da redução de impostos sobre combustíveis.

O texto também autoriza até R$ 1,2 bilhão em subvenções para produtores e cooperativas de produtores de etanol hidratado.

A medida busca preservar a competitividade do biocombustível diante de uma eventual redução da tributação sobre a gasolina.

Além disso, produtores de etanol poderão utilizar créditos acumulados de PIS/Pasep e Cofins para compensar tributos federais, dentro do limite previsto pela lei.

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Regra protege competitividade do etanol

A lei estabelece uma condição específica para o setor de biocombustíveis.

Caso a tributação federal da gasolina seja reduzida em 30% ou mais em relação ao nível anterior ao conflito, a alíquota aplicável ao etanol poderá chegar a zero.

Assim, o governo pretende evitar que uma redução expressiva dos impostos sobre a gasolina retire a vantagem tributária do etanol.

Lei também trata de fertilizantes

O texto sancionado ampliou o alcance da proposta original e incluiu medidas para estimular a produção nacional de fertilizantes.

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A legislação cria um programa de crédito fiscal para projetos relacionados à produção de fertilizantes, matérias-primas, bioinsumos, biofertilizantes e remineralizadores.

O limite previsto chega a R$ 1 bilhão por ano entre 2027 e 2031, totalizando até R$ 5 bilhões no período.

Recursos do Fundo Social

A Lei Complementar 235 também permite antecipar até R$ 3 bilhões do Fundo Social previstos para 2027.

Os recursos deverão ser destinados às áreas de saúde e educação.

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Portanto, além das medidas relacionadas aos combustíveis, a legislação reúne outras alterações fiscais e econômicas negociadas durante a tramitação no Congresso.

Redução não significa queda imediata nos preços

Embora a lei permita reduzir os tributos, o consumidor não terá necessariamente uma queda imediata no preço da gasolina ou do diesel.

Isso ocorre porque a legislação apenas cria a possibilidade de redução. O governo ainda precisa definir se, quando e em que proporção utilizará o mecanismo.

Além disso, o preço final dos combustíveis depende de outros fatores, como cotação internacional do petróleo, câmbio, custos de distribuição e margens de comercialização.

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Por isso, uma eventual redução tributária não significa que o mesmo percentual será automaticamente repassado ao consumidor.

Medida foi criada em meio à pressão internacional

A criação da lei ocorreu em um cenário de forte preocupação com os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre o mercado internacional de energia.

A valorização do petróleo pode aumentar os custos dos combustíveis no Brasil e pressionar a inflação.

Nesse contexto, o governo buscou autorização para utilizar parte do aumento extraordinário das receitas relacionadas ao petróleo como compensação para eventuais cortes tributários.

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O que muda com a nova lei

Com a sanção da Lei Complementar 235, o governo federal passa a contar com uma autorização específica para:

  • reduzir tributos federais sobre diesel;
  • reduzir tributos sobre biodiesel;
  • reduzir tributos sobre gasolina;
  • reduzir tributos sobre etanol;
  • reduzir tributos sobre querosene de aviação;
  • utilizar receitas extraordinárias do petróleo para compensar parte da perda de arrecadação;
  • conceder subvenção de até R$ 1,2 bilhão ao setor de etanol;
  • criar incentivos fiscais para a produção nacional de fertilizantes.

Assim, a nova legislação cria um mecanismo para que o governo possa reagir a uma eventual pressão sobre os preços dos combustíveis.

Quando a redução pode ocorrer

A autorização vale para 2026, conforme as regras estabelecidas na lei.

No entanto, o texto não determina que o governo reduza imediatamente as alíquotas.

A equipe econômica deverá avaliar o cenário do mercado de petróleo, o impacto sobre os preços e a disponibilidade das receitas extraordinárias que podem servir como compensação.

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Portanto, a sanção representa a criação de uma ferramenta de política econômica, e não um anúncio de redução imediata dos preços dos combustíveis.

Impacto para o consumidor

O principal objetivo da medida é permitir que o governo reduza a carga tributária caso o petróleo internacional provoque uma alta significativa dos combustíveis no mercado brasileiro.

Se o governo efetivamente reduzir os tributos, parte do impacto poderá chegar aos consumidores.

Entretanto, o efeito final dependerá das condições do mercado e do percentual de redução aplicado.

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Por isso, a nova lei abre caminho para uma possível redução de preços, mas não garante que gasolina, diesel ou etanol ficarão mais baratos imediatamente.

Lei entra em vigor após publicação

A Lei Complementar nº 235 foi sancionada e publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (28).

Com isso, as regras passam a integrar a legislação federal e o governo poderá utilizar os mecanismos previstos no texto.

Agora, a próxima etapa será definir se haverá redução efetiva das alíquotas e qual será o impacto das medidas sobre os preços dos combustíveis e as contas públicas.

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