Os enviados dos EUA Jared Kushner e Steve Witkoff se reuniram neste domingo (6) com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em Kiev. O encontro faz parte de uma nova tentativa do governo de Donald Trump de avançar nas negociações para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia.
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Antes disso, os representantes norte-americanos estiveram em Moscou. No sábado (5), eles conversaram durante cerca de três horas com o presidente russo, Vladimir Putin. No entanto, a reunião não resultou, até o momento, em um acordo para encerrar o conflito.
Além disso, as negociações anteriores mediadas pelos Estados Unidos tiveram poucos resultados concretos. Ainda assim, a Casa Branca mantém os esforços diplomáticos para aproximar Moscou e Kiev.
Enviados dos EUA tentam avançar em negociações
Kushner e Witkoff chegaram a Kiev depois da reunião com Putin. Na capital ucraniana, os dois representantes se encontraram com Zelensky e outros integrantes da cúpula do governo ucraniano.
Segundo informações divulgadas após o encontro em Moscou, Putin classificou as conversas com os representantes norte-americanos como “altamente úteis”. Por outro lado, as discussões não produziram um anúncio de acordo ou de cessar-fogo.
Um funcionário da Casa Branca afirmou à agência Reuters que os próximos passos da iniciativa diplomática devem ser anunciados ao longo desta semana. Dessa forma, os contatos realizados em Moscou e Kiev podem indicar os caminhos que Washington pretende seguir nas próximas etapas.
A guerra entre Rússia e Ucrânia se aproxima de quatro anos e meio desde a invasão russa iniciada em fevereiro de 2022. Desde então, diferentes iniciativas internacionais tentaram estabelecer negociações capazes de levar ao fim dos combates.
O presidente Volodymyr Zelensky considera que os Estados Unidos terão papel fundamental em qualquer eventual acordo de paz. Por isso, o governo ucraniano acompanha de perto os esforços conduzidos pela administração Trump.
Zelensky também avalia que existe uma janela de oportunidade para que Rússia e Ucrânia avancem em direção a um acordo. Entretanto, o presidente ucraniano demonstra preocupação com o calendário político norte-americano.
Segundo a avaliação apresentada por Zelensky, os países precisam aproveitar o momento antes que os Estados Unidos concentrem sua atenção nas próximas eleições presidenciais. Assim, Kiev busca manter Washington envolvido no processo diplomático.
Por enquanto, ainda não há confirmação de um acordo sobre cessar-fogo, territórios ou garantias de segurança. Além disso, permanecem divergências importantes entre Rússia e Ucrânia sobre as condições para encerrar o conflito.
A sequência de reuniões mostra, contudo, que o governo Trump pretende manter os canais de diálogo abertos com os dois lados. Primeiro, os representantes americanos conversaram com Putin em Moscou. Depois, viajaram para Kiev para ouvir Zelensky e autoridades ucranianas.
























































