A pesquisa Quaest corrupção democracia mostra que esses dois temas estão entre os principais critérios considerados pelos eleitores na escolha de um candidato à Presidência. O levantamento divulgado neste domingo (6) aponta que 31% priorizam um candidato que não esteja envolvido em casos de corrupção, enquanto 28% valorizam o compromisso com a democracia.
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O combate à violência e ao crime aparece na terceira posição, com 15%. Em seguida, 9% consideram importante que o candidato tenha experiência na política. Já ser religioso foi citado por 4% dos entrevistados.
Características relacionadas ao posicionamento diante do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional tiveram peso menor. Apenas 2% apontaram como prioridade um candidato crítico ao STF. Da mesma forma, 1% valorizou alguém crítico ao Congresso.
Quaest corrupção democracia lideram prioridades
O levantamento também analisou as respostas de acordo com a identificação política dos entrevistados. Entre os eleitores que se declaram lulistas, o compromisso com a democracia aparece como principal característica, citado por 29%. Na sequência, o não envolvimento com corrupção e a experiência política aparecem empatados.
Entre os bolsonaristas, entretanto, a ordem muda. A ausência de envolvimento com corrupção ocupa o primeiro lugar, com 41% das respostas. Depois, o compromisso com a democracia e a atuação firme contra a violência e o crime aparecem empatados.
Já entre os eleitores independentes, o resultado mantém uma tendência semelhante. O não envolvimento com corrupção aparece à frente, enquanto o compromisso com a democracia ocupa a segunda posição e o combate ao crime fica em terceiro.
Corrupção também pesa na rejeição
A Quaest perguntou ainda qual característica faria o eleitor não votar de jeito nenhum em determinado candidato. Nesse cenário, a corrupção ganhou ainda mais peso.
Segundo os dados, 40% afirmaram que o envolvimento com corrupção seria o principal motivo para rejeitar um candidato. Em segundo lugar, aparece a falta de compromisso com a democracia, com 21%. Depois, 13% apontaram uma postura considerada fraca no combate à violência e ao crime.
Além disso, 5% citaram a falta de experiência política como motivo para não votar em determinado candidato. Ser aliado do STF apareceu com 3%, enquanto ter sido político anteriormente e ser aliado do Congresso registraram 2% cada.
Ser crítico ao STF teve apenas 1% das respostas. O mesmo percentual apareceu para candidatos críticos ao Congresso.
Metodologia da pesquisa
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país entre 30 de agosto e 1º de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026. A pesquisa foi contratada pelo jornal O Globo e pela TV Globo.
























































