O governo federal divulgou nesta segunda-feira (21) a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União e assinada pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.
O desligamento foi justificado pelo “cometimento da infração disciplinar de abandono de cargo” e por “faltar ao serviço injustificadamente por período superior a trinta dias consecutivos”.
Eduardo já estava afastado da corporação desde fevereiro deste ano por causa das faltas. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o início de 2025.
O processo contra o político foi aberto depois de ele perder o mandato na Câmara dos Deputados, em dezembro de 2025, quando a PF determinou que Eduardo retornasse ao cargo de escrivão.
Eduardo era escrivão com remuneração de R$ 14 mil
O filho de Jair Bolsonaro entrou para a Polícia Federal em 2010 como escrivão. A remuneração inicial da carreira pública é de R$ 14 mil.
A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) já formou maioria para manter a condenação de Eduardo por coação no curso do processo da tentativa de golpe de Estado.
A pena é de 4 anos e 2 meses pela atuação do ex-deputado federal nos Estados Unidos junto ao governo de Donald Trump.
A Corte condenou Eduardo porque teria atuado junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar por sanções contra ministros do STF e contra o Brasil, na tentativa de beneficiar o pai.
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