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TCE-RN determina inspeção na folha da Educação para apurar possíveis irregularidades

Concurso TCE RN abre inscrições até 4 de fevereiro com 55 vagas. Provas acontecem em abril e edital traz mudanças nas taxas e conteúdos.
Foto: Divulgação

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) determinou uma inspeção na folha de pagamento da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC) para verificar se despesas relacionadas a decisões judiciais estão sendo contabilizadas corretamente pelo Governo do Estado. A decisão atende a uma representação do Ministério Público de Contas.

Em julho de 2026, as vantagens vinculadas a decisões judiciais na folha da Educação somaram mais de R$ 9,2 milhões, incluindo valores registrados como “vencimento por decisão judicial”. A inspeção deverá avaliar a legalidade dessas rubricas e a forma como os valores entram no cálculo das despesas com pessoal do Executivo estadual.

Despesas podem afetar cálculo dos gastos com pessoal

Segundo o Ministério Público de Contas, os valores registrados pela Educação como despesas decorrentes de decisões judiciais seriam superiores ao montante contabilizado pelo Governo do Estado nessa mesma categoria. Para o órgão, a situação exige apuração para verificar o cumprimento das regras de contabilidade pública e da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

A discussão envolve a possibilidade de excluir temporariamente determinadas despesas do cálculo dos gastos com pessoal. Conforme o entendimento apresentado pelo Ministério Público de Contas, valores referentes à implantação de vantagens salariais por decisão judicial podem ser deduzidos por um período limitado. Depois desse prazo, os pagamentos devem integrar normalmente as despesas com pessoal, conforme as regras aplicáveis.

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Gastos com pessoal do RN chegaram a 55,73% da receita

Dados analisados no processo apontam que o Governo do Estado declarou comprometimento de 55,73% da Receita Corrente Líquida (RCL) com despesas de pessoal no segundo quadrimestre de 2025. Sem a dedução dos valores classificados como despesas decorrentes de decisões judiciais, o índice chegaria a 58,34%, segundo os cálculos apresentados na representação.

O relator do processo, conselheiro Antonio Gilberto de Oliveira Jales, destacou a importância da apuração diante do histórico de descumprimento dos limites legais de gastos com pessoal pelo Rio Grande do Norte e das metas de redução previstas na legislação federal.

Inspeção terá prioridade no controle externo

A fiscalização será incluída no próximo Plano Anual de Controle Externo (PACE) do TCE-RN, com prioridade automática. A equipe deverá examinar a legalidade das rubricas vinculadas a decisões judiciais e verificar se os valores são considerados corretamente nos cálculos usados para acompanhar os limites de despesa com pessoal.

A inspeção buscará esclarecer se os procedimentos contábeis adotados pelo Governo do Estado estão de acordo com a legislação. A determinação do Tribunal não representa, por si só, a confirmação de irregularidades.

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Leia também: União desembolsa R$ 6,24 milhões para honrar dívidas do Rio Grande do Norte

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