Hackers roubaram US$ 6,3 bilhões da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, no que é considerado o maior ataque desse tipo já registrado. Empresas especializadas em segurança digital suspeitam que a ação tenha sido realizada por um grupo ligado à Coreia do Norte.
O ataque ocorreu em cerca de 20 minutos, a partir do fim da noite de quinta-feira (29), e levou a Binance a suspender temporariamente os saques. A corretora afirmou que vai cobrir todas as perdas, mas a notícia provocou uma queda nas principais criptomoedas e aumentou a preocupação dos investidores com a segurança dos ativos digitais.
O que se sabe sobre o ataque à Binance?
As primeiras investigações indicam que a invasão pode ter começado pelo notebook de um engenheiro da Binance. Os criminosos teriam usado o equipamento para acessar um dos sistemas da corretora e realizar transferências não autorizadas para carteiras digitais sob seu controle.
A empresa informou que está analisando o computador comprometido para descobrir como ocorreu a invasão. As companhias americanas TRM Labs e Chainalysis, especializadas em rastrear transações com criptomoedas, também investigaram o caso e identificaram semelhanças com ataques anteriores atribuídos a hackers ligados ao governo norte-coreano.
Um desses episódios ocorreu em 2025, quando a corretora Bybit sofreu um roubo semelhante. Na ocasião, o FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, responsabilizou a Coreia do Norte pelo crime. As características em comum levaram as duas empresas de análise a apontar, com alto grau de confiança, o possível envolvimento do país no ataque à Binance.
A Coreia do Norte nega as acusações de participação em crimes cibernéticos, mas suas representações diplomáticas não responderam aos pedidos de comentário da Reuters. A Binance, por sua vez, informou que sua investigação interna ainda não identificou os responsáveis.
Dinheiro dos clientes está protegido
Apesar das perdas, a corretora garante que o dinheiro dos clientes está protegido. “Seu dinheiro está seguro e estamos cobrindo todas as perdas”, declarou o co-CEO Richard Teng em uma publicação na rede social X.
A Binance também trabalha com outras empresas do setor para localizar e bloquear os recursos desviados. Até o momento, aproximadamente US$ 3 bilhões em ativos ligados ao roubo foram localizados ou congelados, mas ainda não há informações sobre o destino dos US$ 3,3 bilhões restantes.
Entre as empresas que participaram dos bloqueios estão a Tether, que congelou quase US$ 1,57 bilhão, e a Circle, responsável por mais de US$ 800 milhões.
SBT News


























































