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77% das mulheres se sentem pressionadas a não aparentar a idade que têm, revela estudo

Foto: Pexels

Na sociedade em geral é cada vez maior a preocupação com a manutenção da juventude e com a aparência a ela ligada. Vários dados apontam para essa constatação, a exemplo dos recentemente fornecidos pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, que revelou um aumento, nos últimos anos, de mais de 30%, em relação às cirurgias estéticas. Nesse ranking, o Brasil ficou em segundo lugar, atrás somente dos Estados Unidos. Estima-se, inclusive, que os dois países tenham juntos o maior número de cirurgiões plásticos, com mais de um terço do total mundial.

Para a mulher, o cenário parece ser mais difícil, se levarmos em conta que essa verdadeira “ditadura da juventude” vem usualmente carregada de significados atrelados à beleza e à feminilidade. As rugas e os cabelos grisalhos, por exemplo, costumam ser enxergados de maneira bem diferente em homens e mulheres. Nos primeiros, ainda vigora a ideia de que é sinal de experiência e charme. Já no caso das mulheres é como se tivessem baixa autoestima ou pouco cuidado consigo mesmas, ou seja, o que se pode depreender desse contexto é que, socialmente, não é permitido a mulher envelhecer como um homem: naturalmente.

E, pertinente ao tema, no último estudo realizado pela Famivita, 77% das mulheres apontaram que se sentem pressionadas a não aparentar a idade que têm. Além disso, 68% delas disseram que para os homens inexiste essa cobrança.

Ainda acerca do assunto, especialmente as mulheres dos 40 aos 44 anos responderam que sim, há uma exigência maior sobre a aparência feminina, com 84%. Entre as mulheres com 50 anos ou mais, o número também foi expressivo, com 83%. No que se refere aos homens, 55% concordaram que a cobrança a respeito da juventude, em relação a eles, inexiste.

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Rondônia foi a localidade em que mais mulheres disseram haver uma maior pressão em relação à aparência feminina e à juventude, com 92%, segundo informações do estudo da Famivita, por Estado. Em seguida, figuram no ranking Pará e Distrito Federal, com 81%. Já em Pernambuco e Rio Grande do Sul, tal número foi de 76% e 71%, respectivamente.

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