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Hepatite aguda em crianças não tem relação com vacinas contra covid

Foto: Reprodução

A Organização Mundial da Saúde (OMS), reforçou que está monitorando os casos de hepatite aguda grave de origem desconhecida e que, até o momento, a associação da doença com a vacina contra covid-19 foi descartada. Segundo a entidade, mais de 200 ocorrências do vírus já foram notificadas em ao menos 20 países.

A Agência Nacional de Saúde do Reino Unido (UKHSA na sigla em inglês), que notificou os primeiros casos da doença, informou que dos 163 casos identificados até a primeira semana de maio, 91 tiveram adenovírus detectado (72%) e 11 tiveram que fazer transplante de fígado. Apesar de algumas vacinas contra a covid serem de vetores virais, a OMS e a UKHSA descartaram qualquer relação da doença com a imunização.

“Com base nas informações atuais, a maioria das crianças relatadas com a hepatite aguda não recebeu a vacina contra covid-19, descartando uma ligação entre os casos e a vacinação neste momento. Em alguns relatos, foi detectada a presença do vírus SARS-CoV-2, e esta é uma das linhas de investigação junto com outras, como o adenovírus”, descreveu a OMS em comunicado sobre o assunto.

“Não há evidências de qualquer ligação com a vacina contra o coronavírus. A maioria dos casos são de crianças que têm menos de cinco anos e são jovens demais para receber a vacina”, informou a agência britânica, acrescentando que o SARS-CoV-2 foi detectado em 24 do total de casos relatados no país.

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Na última semana, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) afirmou que ainda há poucos dados para definir se há um surto da doença, e, por enquanto, o risco global é considerado baixo. “Como ainda não há certeza sobre a origem da doença, é possível que estejamos tomando conhecimento de uma situação que existia antes, mas que passou despercebida porque havia poucos casos”, diz a entidade.

Até o último dia 29, foram registrados casos de hepatite aguda grave de origem desconhecida no Reino Unido e Irlanda do Norte (163), Espanha (13), Israel (12), Estados Unidos (9), Dinamarca (6), Irlanda (5), Holanda (4), Itália (4), Noruega (2), França (2), Romênia (1) e Bélgica (1). Das ocorrências, a maioria foi relatada em crianças de um mês a 16 anos, com uma morte notificada.

Mais recentemente, o governo da Argentina confirmou o primeiro caso da doença em uma criança de oito anos, da cidade de Rosário, na província de Santa Fé. No Brasil, o Ministério da Saúde está investigando ao menos sete casos, ainda sem confirmação.

Fonte: SBT News

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