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Assembleia Legislativa faz campanha de combate ao feminicídio

Foto: Assembleia Legislativa

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte lançou uma campanha contra o feminicídio que apresenta altos índices. De acordo com um levantamento feito pela casa legislativa,  uma mulher é morta a cada seis horas. Ainda segundo os dados,  o Brasil bateu recorde em feminicídios com 1.400 mulheres mortas apenas por serem mulheres. Este número é o maior registrado no país desde que a lei de feminicídio entrou em vigor, em 2015.

Por causa disso e em busca de novas soluções, a ALRN vai debater  na próxima quarta-feira (29), uma  audiência pública da Frente Parlamentar da Mulher “Pela vida das mulheres.

A casa tem a  Frente Parlamentar da Mulher que é composta pelas deputadas estaduais que formam o maior bloco de toda a história na Casa. São elas: Divaneide Basílio, Cristiane Dantas, Eudiane Macedo, Isolda Dantas e Terezinha Maia.

A temática da violência contra a mulher no Rio Grande do Norte é debatida diariamente na Casa e já foi destaque na campanha de 2020, em plena pandemia, quando os índices de violência doméstica estavam em alta, atingindo o crescimento de mais de 300%.

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Neste ano, 2023, a sociedade já convive com resultados da campanha. Um deles é a Lei da Delegacia Virtual para o enfrentamento à violência contra a mulher, de autoria da deputada estadual Isolda Dantas (PT). A iniciativa criou um canal virtual de atendimento e registros de denúncias para ampliar o combate à violência doméstica contra as mulheres potiguares. Com a criação de um canal de comunicação via WhatsApp, o dispositivo assegura o recebimento de denúncias, registros de ocorrências, envio de fotos e documentos relativos aos crimes e situações de violência doméstica.

A campanha da Assembleia Legislativa chega à sociedade potiguar em um momento em que os casos de feminicídio são cada vez mais noticiados. As peças de divulgação contêm o número 180, o disque-denúncia da violência contra a mulher.

O material também inclui os sinais de alertas sobre os perigos de uma relação com traços que podem evoluir a um feminicídio: ciúmes e controle excessivos; humilhações; agressões verbais e físicas; abusos físicos e psicológicos e o último, atentado à vida da mulher.

A campanha será exibida em vídeos, spots para rádios, cartilha impressa e peças em redes sociais. Todo o material será disponibilizado nos canais de comunicação da ALRN, como o site www.al.rn.leg.br e no @assembleiarn

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