Chamado de Jussiê Ramalho, o único Centro de Tratamentos para Queimados do Rio Grande foi inaugurado em 2005 e funciona nas instalações do Hospital Walfredo Gurgel. Atualmente o Centro recebe uma demanda expressiva mensal, desde a liberação na pandemia do uso do álcool 70%.
Em 2023, em virtude da grande demanda de trabalho no Centro e a falta de médicos especializados, os médicos do CTQ ficaram sobrecarregados, impedindo que a campanha grandiosa fosse realizada. “Nós estávamos com um déficit de RH qualificado muito alto, mas desde dezembro, após a contratação de médicos pela Cooperativa Médica do RN – Coopmed, nós estamos fazendo uma verdadeira revolução dentro do CTQ”, explica.
Para suprir a demanda foi preciso adotar uma estratégia realizada nos EUA, por Marco Almeida, que consiste em treinar os médicos terceirizados, que fazem cirurgia geral e que desejam ser cirurgiões plásticos ou que estão ainda em formação para ser a futura geração. “A nossa escala de cirurgiões plásticos já não fecha, mas agora nós complementamos com os cirurgiões gerais da Coopmed, treinando-os para que se tornem cirurgiões queimólogos”, ressalta.
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“Nós demos um grande salto assistencial, pois conseguimos implementar nossa equipe médica com um clínico destinado ao CTQ diariamente e agora possuímos um equipe dedicada, com nível de comprometimento muito alto, além de uma escala noturna, com um médico específico para lá, sem precisar chamar médicos do pronto-socorro e também de um infectologista”.
“Agora nós temos durante o dia dois cirurgiões e isso só foi possível após a reestruturação que aconteceu com a contratação dos médicos da Coopmed a partir de dezembro de 2023”, afirma o cirurgião.
