As turbulências não derrubam o avião, mas caso o passageiro não esteja com cinto afivelado, as consequências podem ser graves, já que a pessoa pode ser arremessada para a parte de cima da aeronave, causando ferimentos. A explicação é do especialista em aviação, Mauro Hart.
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Atualização: “forte turbulência” ocasionou pouso de emergência no Aeroporto de Natal
Na madrugada da segunda-feira (1º), uma forte turbulência ocasionou o pouso de emergência do Boeing 787-9 Dreamliner, da Air Europa, no Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, conhecido como Aeroporto de Natal. Havia 325 passageiros a bordo, muitos deles, segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), estavam sem o cinto de segurança. Um dos passageiros chegou a ser arremessado para o bagageiro do avião.
“Uma turbulência leve para a tripulação é tranquila, é normal, já para o passageiro é motivo de desconforto e até medo. Eu vou falar aqui de dois tipos de turbulência, principais que são turbulências causadas por nuvens e a turbulência causada por vento sem altitude”, explicou Mauro Hart.
O especialista explicou ainda que a turbulência causada por nuvens é perfeitamente visível pela tela do radar meteorológico a bordo, onde se apresenta por meio de cores a intensidade da turbulência e contornos, o que permite ao piloto fazer desvios dessas turbulências.
Segundo o especialista, turbulências não derrubam o avião, mas caso o passageiro não esteja com cinto afivelado, as consequências podem ser graves, já que a pessoa pode ser arremessada para a parte de cima da aeronave, causando ferimentos.
Já a turbulência de céu claro, causada por vento sem altitude, são ventos que se chocam em grande velocidade e o avião passando por ali vai sofrer subitamente os efeitos dessa turbulência e causa ferimento nas pessoas e quem estiver solto.
“Então imagina no meio do rolo de cruzeiro todos ali com a sua alimentação, o carrinho de bebidas passando, e encontra-se de repente essa turbulência, que o piloto não consegue visualizar, não consegue pontuar, então vai ser um caos, as pessoas vão se machucar”, enfatiza o especialista.
