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MEJC oferece atendimento para gestação de alto risco

Foto: Divulgação/UFRN

O quadro de pré-eclâmpsia e síndrome de HELLP que afetou a cantora Lexa, causando a morte de sua filha três dias após o nascimento, levantou a atenção para as complicações na gestação que podem causar a morte do bebê. A especialista da Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC-UFRN), da Rede Ebserh, Maria da Guia de Medeiros, fala sobre fatores de riscos para a pré-eclâmpsia e medidas preventivas.

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A pré-eclâmpsia é uma complicação que surge na gestação caracterizada pela elevação da pressão arterial, podendo levar a um aumento da mortalidade materna e fetal. Além da hipertensão, o quadro pode provocar alterações sistêmicas nos rins, no cérebro e no fígado. Já a síndrome de HELLP é considerada uma complicação grave que pode ocorrer na gestação, caracterizada por hemólise, elevação das enzimas hepáticas e baixa contagem de plaquetas.

O quadro de pré-eclâmpsia tem relação com o parto prematuro. “A pré-eclâmpsia pode levar a necessidade de interrupção prematura da gestação, devido aos riscos de vida materno e fetal. Complicações da pré-eclâmpsia também podem levar a descolamento prematuro de placenta e restrição do crescimento, com necessidade de interrupção da gestação”, explica a ginecologista da MEJC, Maria da Guia de Medeiros Garcia.

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A médica ainda esclarece sobre a diferença entre eclâmpsia, que é uma complicação, que se caracteriza pela presença da convulsão, e a pré-eclâmpsia que não apresenta convulsão. Existem fatores de risco para desencadear a pré-eclâmpsia, a exemplo da história de pré-eclâmpsia em gestação anterior, gestação gemelar, doenças renais e autoimunes, obesidade, hipertensão crônica e diabete gestacional.

“A pré-eclâmpsia é uma das complicações mais prevalentes na gestação, ocorrendo em até 2% das gestantes, onde a genética, fatores raciais, fatores socioeconômicos são de extrema importância para o seu surgimento. Pode levar a morte materna e fetal ou a disfunções permanentes de órgãos interferindo com a qualidade de vida da mãe e do bebê”, enfatiza Maria da Guia.

A especialista explica que a ocorrência do parto prematuro pode trazer riscos à saúde do bebê, como o desenvolvimento de doenças respiratórias, hemorragia cerebral, enterocolite necrotizante, diminuição da acuidade visual e auditiva, dificuldade de aprendizado, asma, infecções, e atraso no desenvolvimento. Para a mãe, os riscos são de infecções, além da dificuldade maior na amamentação e de uma experiência traumática pela permanência prolongada no hospital.

Há medidas preventivas que ajudam a diminuir os riscos de desenvolver a pré-eclâmpsia, como o controle da hipertensão, diabetes e obesidade, bons hábitos de vida, um pré-natal de qualidade, além do uso de cálcio e do ácido acetilsalicílico. “Existem fatores de risco que não podemos retirar, como primeira gestação, histórico familiar de pré-eclâmpsia, gestação múltipla, raça e fatores genéticos. O pré-natal cuidadoso vai ser a melhor estratégia”, pontua a ginecologista da MEJC, Maria da Guia.

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A MEJC atende gestantes de alto risco, disponibilizando pré-natal, exames de ultrassom, cardiotocografia, UTI Materna, UTI Neonatal, equipe multiprofissional, enfermaria para gestação de alto risco, e profissionais qualificados.

Luto perinatal

O luto perinatal é o processo vivenciado pela mãe/pai quando ocorre a perda do feto ainda na gestação ou do bebê com até 29 dias de nascido. De acordo com a psicóloga do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA-Ufal), Michele Morgana, o luto é esperado diante de rompimento de vínculos significativos na vida, “esse processo é bastante complexo e intenso, vem acompanhado de dor, sofrimento, sentimento de culpa, medo, raiva, entre outros”, explica.

Sobre o caminho para a mãe ou gestante superar essa fase, Michele ressalta a importância do apoio familiar. “O luto perinatal é pouco reconhecido e muitas vezes negligenciado. As mulheres muitas vezes não se sentem acolhidas para expressarem sua dor. Falar sobre a dor é terapêutico, assim como se permitir chorar e ficar triste diante da perda”, disse a profissional. O ideal seria uma rede de apoio familiar que acolha essa mãe sem julgamento ou fórmulas prontas para aliviar a dor.

“O importante é deixar essa mãe livre para expressar seus sentimentos, só ela sabe o que está sentindo. A mulher pode ter vários filhos, mas ela está vivenciando o luto pela perda daquele filho no momento e tem todo direto de expressar sua dor”, enfatiza Michele.

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