A Corda do Círio de Nazaré é um dos elementos mais marcantes da maior manifestação religiosa do Norte do Brasil. Desde já, a corda representa a união e a devoção dos fiéis que participam da procissão em Belém, no Pará. Neste domingo (12), cerca de dois milhões de pessoas devem acompanhar a 233ª edição do evento, que teve início na última terça-feira (7) com uma missa presidida pelo arcebispo Dom Júlio Akamine.
Leia também:
Virginia promove festa de Dia das Crianças
Além disso, a programação incluiu romarias, trasladações, vigílias e celebrações que reforçam o sentimento de fé e comunidade. O uso da corda, com aproximadamente 800 metros, garante que os devotos possam conduzir a berlinda com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré ao longo do trajeto, mantendo viva uma tradição de mais de um século.
História e significado da corda do Círio de Nazaré
A origem da Corda do Círio de Nazaré remonta a 1855, quando a procissão enfrentou uma dificuldade inesperada: a berlinda atolou no caminho, e nem os cavalos conseguiram puxá-la. Diante da situação, um comerciante improvisou uma corda para que os fiéis pudessem continuar o percurso. Desde então, o gesto se transformou em um símbolo de fé e resistência que atravessa gerações.
Certamente, a devoção cresceu junto com a festa. Hoje, o uso da corda é um dos momentos mais esperados pelos participantes. No entanto, a Arquidiocese reforça a campanha “Não Corte a Corda”, que busca conscientizar os fiéis sobre a importância de preservar o objeto até o fim do trajeto, evitando riscos e respeitando o sentido original da tradição.
O Círio de Nazaré: patrimônio da fé brasileira
O Círio de Nazaré teve início no século XVIII, após o caboclo Plácido encontrar a imagem de Nossa Senhora às margens de um riacho onde hoje está a Basílica Santuário. A primeira procissão oficial aconteceu em 1793, e, desde então, o evento se repete anualmente, reunindo multidões em um espetáculo de fé e emoção.
Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, o Círio movimenta o turismo, a economia e o calendário cultural do Pará. Como resultado, Belém se transforma em um grande santuário a céu aberto, onde tradição, fé e identidade se entrelaçam em um só propósito: homenagear a padroeira dos paraenses.





















































