Neste sábado (22), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reage à prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o “adversário quer” que seus aliados estejam “desesperados”, mas pediu que o grupo permaneça mobilizado e intensifique a pressão pela aprovação da Anistia. Além disso, Eduardo cobrou que o Congresso acelere a análise da proposta, que prevê a revisão das penas impostas aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
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Segundo o deputado, o momento exige “energia máxima” para avançar na pauta da anistia. Ele declarou que o sentimento de desânimo beneficiaria adversários políticos e insistiu que “não acabou”. Conforme Eduardo, o país “não pode ser o quintal de ditaduras”, reforçando o discurso que seus apoiadores já vinham repetindo desde o início das condenações.
Depois disso, o parlamentar também comentou indiretamente a decisão do ministro Alexandre de Moraes. Na ordem judicial que determinou a prisão preventiva, Moraes afirmou que Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica às 0h08, segundo alerta enviado pela Polícia Federal. Para o ministro, a convocação de uma vigília organizada por Flávio Bolsonaro em frente à casa do pai elevou o risco de fuga.
Citações e risco de reorganização
Eduardo Bolsonaro é mencionado na decisão por estar, desde 27 de fevereiro, nos Estados Unidos alegando perseguição política. Em contraste, Moraes disse que a vigília buscava “reviver” a dinâmica dos acampamentos que antecederam os atos de 8 de janeiro. Assim, o ministro avaliou que a mobilização representava risco de reorganização do grupo já condenado por tentativa de golpe de Estado em 2022.
Além disso, Moraes citou o caso do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), também nos EUA. Segundo o ministro, aliados teriam articulado sua fuga, o que reforçaria a necessidade de medidas mais rígidas para conter novas movimentações da organização.
