Conecte com a gente

Olá, o que você está procurando?

Justiça

CNJ afasta definitivamente juiz acusado de assédio no RN

O CNJ afastou definitivamente o juiz Orlan Donato por denúncias de assédio no Fórum de Mossoró. Decisão unânime substitui censura do TRF-5.
Foto: TJRN

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, na terça-feira (9), afastar de forma definitiva o juiz federal Orlan Donato Rocha. A decisão unânime encerra a carreira do magistrado e substitui a punição de censura reservada aplicada anteriormente pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). Donato está proibido de exercer a função, mas continuará recebendo vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.

Leia também:
Juiz do RN é afastado do cargo sob acusação de importunação sexual

O magistrado era alvo de denúncias de assédio e importunação sexual dentro do Fórum Federal de Mossoró, onde atuou como titular da 8ª Vara. As vítimas eram mulheres que trabalhavam no prédio: uma copeira, uma telefonista e uma servidora efetiva. Os relatos descrevem perseguições nos corredores, ligações insistentes, comentários sobre o corpo, pedidos de abraço e olhares constrangedores durante o expediente.

As denúncias começaram após uma das mulheres procurar a Comissão de Prevenção ao Assédio da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte. Depois do primeiro relato, outros cinco depoimentos reforçaram o padrão de conduta do magistrado. Uma copeira afirmou que Donato seguia seus passos enquanto ela servia café. Em outra situação, ele teria colocado os óculos “para ver melhor” e observado seu corpo. Servidoras relataram ainda que colegas comentavam que “já era esperado” que o caso viesse à tona.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

No voto do relator, conselheiro Ulisses Rabaneda, o CNJ classificou as atitudes como práticas reiteradas, de alto grau de reprovabilidade e incompatíveis com a função de juiz. Ele destacou que punições severas são necessárias para preservar a credibilidade da magistratura.

A carreira de Orlan Donato já havia sido marcada por episódios polêmicos, como a intervenção decretada na Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (Apamim), que o colocou em evidência no estado. Em 2023, ele deixou Mossoró e passou a atuar na 15ª Vara Federal, em Ceará-Mirim.

O CNJ decidiu revisar de ofício a decisão do TRF-5 ao considerar que a censura reservada não correspondia à gravidade dos fatos. A revisão disciplinar, aberta em junho passado, resultou no afastamento definitivo. O caso reacende o debate sobre a necessidade de ambientes seguros no Judiciário e reforça a importância de mecanismos de proteção a servidoras que denunciam abusos.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

Notícias relacionadas

Política

O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu à Justiça, nesta terça-feira (27), autorização para receber visitas no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, conhecido como...

Brasil

A tragédia de Brumadinho  começa, enfim, a ser examinada pelo Judiciário após sete anos do rompimento da barragem de rejeitos da Mina Córrego do...

Direitos Humanos

As adoções no RN registraram crescimento significativo em 2025 e reforçam o avanço das políticas de proteção à infância no estado. Segundo dados da...

Política

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele participe do programa...

Publicidade

Copyright © 2025 TV Ponta Negra.
Desenvolvido por Pixel Project.

X
AO VIVO