O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o pedido de exoneração do cargo. A solicitação foi feita por meio de carta oficial, na qual o ministro afirma que a decisão tem “caráter pessoal e familiar” e passa a valer a partir desta sexta-feira (9).
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No documento, Lewandowski declarou que deixa a pasta com a convicção de ter exercido a função com “zelo e dignidade”, apesar das limitações enfrentadas durante sua gestão.
Ex-ministro do STF destaca atuação à frente da pasta
Na carta, Ricardo Lewandowski ressaltou o empenho próprio e de sua equipe no comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo ele, o trabalho foi realizado considerando as restrições políticas, conjunturais e orçamentárias do período.
“Tenho a convicção de que exerci as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível”, afirmou.
Elogios ao presidente Lula
Lewandowski também elogiou o presidente da República, a quem chamou de “inspiradora liderança”, destacando o compromisso de Lula com o progresso e o bem-estar da população brasileira.
O ex-ministro afirmou que foi um privilégio continuar servindo ao país após sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal.
Lewandowski assumiu o ministério em 2024
Ricardo Lewandowski assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública em fevereiro de 2024, após se aposentar do cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele permaneceu à frente da pasta por quase dois anos.
Até o momento, o Palácio do Planalto não anunciou quem assumirá o comando do ministério após a exoneração.
Íntegra da carta de exoneração
Em sua carta ao presidente Lula, Lewandowski escreveu:
“Sirvo-me do presente para, respeitosamente, apresentar o meu pedido de exoneração do cargo de Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, por razões de caráter pessoal e familiar, a partir de 9 de janeiro de 2026.”
O texto também agradece o apoio recebido durante o período em que esteve à frente da pasta e reforça o apreço institucional ao chefe do Executivo.




















































