A Ucrânia voltou a ser alvo de violência intensa neste sábado (24), quando um ataque russo atingiu as cidades de Kiev e Kharkiv, as duas maiores do país. O bombardeio deixou ao menos uma pessoa morta na capital ucraniana e outras 15 feridas, que precisaram de hospitalização. Além disso, a ofensiva provocou danos severos à infraestrutura urbana, agravando a situação humanitária em meio ao rigor do inverno europeu.
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Segundo o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, o ataque interrompeu o fornecimento de água em alguns bairros e comprometeu o sistema de aquecimento de diversos edifícios residenciais. No entanto, com os termômetros marcando cerca de -12 °C na manhã deste sábado, a situação tornou-se ainda mais crítica. Cerca de seis mil apartamentos permanecem sem aquecimento, o que levou a prefeitura a priorizar o restabelecimento dos serviços essenciais, especialmente para proteger idosos e crianças.
Ataque russo ocorre durante negociações de cessar-fogo
O novo ataque acontece simultaneamente às negociações diplomáticas envolvendo representantes da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos. As conversas, realizadas nos Emirados Árabes Unidos, já concluíram a primeira fase, mas, ainda assim, não há garantias de avanço concreto rumo a um cessar-fogo. Pelo contrário, as recentes investidas militares aumentam o ceticismo internacional sobre a disposição real de Moscou em interromper o conflito.
Após os bombardeios, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, reforçou a necessidade de implementar imediatamente os acordos de defesa aérea firmados com os Estados Unidos. Conforme declarou, a proteção do espaço aéreo é essencial para evitar novas mortes de civis e minimizar danos à infraestrutura crítica. Zelenskyy e o presidente norte-americano, Donald Trump, discutiram o tema durante encontro no Fórum Econômico Mundial, em Davos, realizado na quinta-feira (22).
Enquanto isso, as ações militares russas seguem alinhadas à insistência do Kremlin em manter controle sobre a região de Donbas, no leste da Ucrânia. Essa postura, embora previsível, contrasta com o discurso diplomático adotado nas mesas de negociação. Por outro lado, o governo ucraniano reafirma que não aceitará qualquer acordo que envolva a cessão de territórios ao governo russo.




















































