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Em nota, prefeito de Ielmo Marinho se manifesta após operação da Polícia Civil

Prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno (MDB)
Foto: Reprodução/Instagram

O prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno (MDB), divulgou nota à imprensa nesta quarta-feira (28) após a Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrar a Operação Securitas, que cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro municípios do estado.

Na nota, a assessoria do gestor informou que ele recebeu com surpresa a diligência judicial realizada em sua residência e destacou que os fatos investigados teriam ocorrido em meados de 2023, período anterior ao início do mandato eletivo, que começou em 2025. Segundo o comunicado, a apuração não teria relação com a atual administração municipal.

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Prefeito de Ielmo Marinho é preso em flagrante em operação contra organização criminosa

O prefeito afirmou ainda que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e que a defesa técnica aguarda acesso integral aos autos para adoção das medidas judiciais cabíveis. Fernando Batista Damasceno reiterou confiança nas instituições, no Poder Judiciário e reforçou o compromisso com a transparência, informando que a agenda administrativa segue mantida.

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Operação Securitas

A Operação Securitas foi deflagrada nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (28) pela Polícia Civil do RN, com apoio do Ministério Público do Estado e da Polícia Militar. As diligências ocorreram nos municípios de Ielmo Marinho, São Gonçalo do Amarante, Natal e Parnamirim.

De acordo com a Polícia Civil, o prefeito de Ielmo Marinho é apontado como líder de uma organização criminosa, que teria a participação de agentes políticos, incluindo ocupantes de mandato legislativo, além de um policial militar.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, Fernando Batista Damasceno foi preso em flagrante por embaraço à investigação, após, segundo a polícia, arremessar valores em dinheiro e um aparelho celular para fora de sua residência, na tentativa de ocultar provas.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, com o objetivo de recolher documentos, valores, armas, munições e dispositivos eletrônicos que possam contribuir para o avanço das investigações.

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Origem das investigações

As apurações tiveram início após uma ocorrência registrada em Ielmo Marinho, que apontava a presença de homens fortemente armados no interior da Câmara Municipal. Conforme a polícia, o grupo estaria atuando como segurança privada de um parlamentar e intimidando opositores políticos.

Na ocasião, foi apreendido um arsenal composto por armas de fogo, munições, inclusive de calibres restritos, como .40 e .45, além de outros materiais.

Segundo a Polícia Civil, a operação busca esclarecer a possível prática dos crimes de porte ilegal de arma de fogo, constituição de milícia privada e organização criminosa, além de identificar outros possíveis envolvidos no esquema investigado.

As investigações seguem em andamento.

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