Justiça

Defesa de Daniel Vorcaro pede dados da prisão ao STF

Foto: Reprodução

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pediu nesta quinta-feira (5) ao Supremo Tribunal Federal que determine à Polícia Federal a apresentação de informações que embasaram o pedido de prisão preventiva contra o banqueiro. A medida foi executada na terceira fase da Operação Compliance Zero.

Os advogados afirmaram que não tiveram acesso prévio aos elementos que fundamentaram o pedido de prisão. Por isso, solicitaram esclarecimentos sobre pontos citados na decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou a prisão de Daniel Vorcaro e de outros investigados.

Segundo a decisão, os investigados podem ter envolvimento em crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, supostamente praticados por organização criminosa.

Subtítulo (H2): Advogados pedem detalhes de mensagens e investigações

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Em nota assinada pelo advogado Edson Gushiken, a defesa informou que solicitou as datas das mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro mencionadas no pedido de prisão.

Os advogados também pediram que a Polícia Federal apresente elementos que comprovem a existência de um suposto grupo de troca de mensagens chamado “A Turma”, citado nas investigações, além de esclarecer se Vorcaro faria parte desse grupo.

Outro pedido feito pela defesa envolve informações sobre as datas das supostas invasões de sistemas de órgãos públicos e a remoção de conteúdos em plataformas digitais. Os advogados também solicitaram identificação do documento e do número de conta que sustentariam a afirmação de bloqueio de R$ 2,2 bilhões em uma conta atribuída ao pai do empresário.

De acordo com a Polícia Federal, os pagamentos que sustentariam a estrutura investigada seriam realizados por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, apontado como responsável por organizar recursos financeiros do grupo. Ele também foi preso durante a operação.

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Segundo a investigação, um dos beneficiários desses pagamentos seria Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado no celular do banqueiro como Felipe Mourão e apelidado de “Sicário”.

Na decisão do ministro André Mendonça, Mourão é descrito como responsável por atividades relacionadas à obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e ações consideradas sensíveis para os interesses do grupo investigado.

Ainda conforme a investigação, ele receberia pagamentos mensais de R$ 1 milhão.

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