A guerra Oriente Médio chegou ao oitavo dia neste sábado (7) com novos ataques entre forças militares do Irã e de Israel. O confronto continua ampliando a tensão na região e já envolve operações militares que atingem diversos países do Golfo.
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Militares iranianos informaram que a Marinha do país lançou drones contra alvos israelenses e contra bases militares dos Estados Unidos instaladas em Abu Dhabi e no Kuwait. Ao mesmo tempo, sirenes de alerta foram acionadas em várias áreas de Israel, enquanto moradores relataram explosões em cidades como Jerusalém.
Além disso, autoridades israelenses afirmaram que os sistemas de defesa interceptaram parte dos mísseis e drones disparados. Em seguida, Israel respondeu com ataques diretos contra alvos considerados estratégicos em Teerã, capital do Irã.
Segundo as forças armadas israelenses, as operações também atingiram posições ligadas ao grupo Hezbollah no Líbano. O movimento armado é aliado do Irã e participou do conflito ao lançar mísseis e drones contra Israel nos primeiros dias da guerra.
Guerra Oriente Médio amplia confrontos na região
O conflito começou no último sábado (28), após uma operação militar conduzida por Estados Unidos e Israel que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e de outros integrantes do alto escalão do governo do país. Desde então, a guerra Oriente Médio tem provocado ataques sucessivos e ampliado a instabilidade regional.
Um dos países mais afetados até agora é o Líbano. Forças israelenses intensificaram bombardeios após o Hezbollah atacar posições israelenses em resposta às ofensivas iniciais.
De acordo com o governo libanês, o número de mortos no país chegou a 217. Entretanto, a mídia estatal informou neste sábado que pelo menos 41 pessoas morreram em bombardeios realizados na cidade de Nabi Chit, localizada no Vale do Bekaa.
Além disso, outros países da região relataram impactos indiretos do conflito. Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait registraram ataques de drones e mísseis nas últimas semanas.
Declarações de líderes aumentam tensão
Enquanto os confrontos militares continuam, líderes políticos trocam declarações públicas sobre o conflito. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país não pretende se render após o presidente dos Estados Unidos exigir rendição incondicional.
Por outro lado, o líder iraniano pediu desculpas a países vizinhos pelos impactos provocados por ataques direcionados a bases militares norte-americanas localizadas nesses territórios.
Além disso, Pezeshkian informou que o governo iraniano decidiu suspender temporariamente ataques contra essas instalações. No entanto, ele alertou que as ofensivas podem ser retomadas caso esses países participem diretamente de ações militares contra o Irã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu às declarações por meio da rede social Truth Social. Segundo ele, o pedido de desculpas representa uma derrota política do Irã no cenário regional.
Trump também voltou a ameaçar novos bombardeios contra o país. Conforme afirmou, o Irã poderá sofrer ataques ainda mais intensos caso continue promovendo ofensivas militares.
De acordo com a agência internacional Reuters, ataques iranianos continuam impactando países do Golfo neste sábado. Autoridades locais afirmam que parte da infraestrutura civil, incluindo hotéis, portos e instalações petrolíferas, sofreu danos.
Além disso, governos da região informaram aos Estados Unidos que não autorizaram o uso de suas bases militares para ataques contra o Irã. Assim, a crise diplomática se amplia paralelamente às operações militares.
Segundo o embaixador iraniano na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir Saeid Iravani, ataques realizados por Estados Unidos e Israel já causaram a morte de pelo menos 1.332 civis iranianos, além de deixar milhares de feridos.






















































