Silvio Santos é o artista que mais desperta orgulho nos brasileiros, segundo a pesquisa “Cultura no Espelho”, realizada pela Quaest em parceria com a Globo. O levantamento ouviu quase 10 mil pessoas em todo o país para entender como a população enxerga a própria identidade cultural.
De acordo com os dados, o fundador do SBT lidera as menções espontâneas com 7%, à frente de nomes como Roberto Carlos (6%) e Fernanda Montenegro (3%). A lista reúne artistas de diferentes áreas e gerações, refletindo a diversidade cultural do país.
O estudo buscou mapear gostos, hábitos e crenças da população, além de identificar tensões e contradições no modo como os brasileiros vivenciam a cultura. A amostra considerou recortes de gênero, renda, escolaridade, religião e faixa etária.
Silvio Santos lidera em diferentes gerações
Silvio Santos aparece como o mais citado entre três grupos geracionais: Ordem e Progresso (7%), Redemocratização (9%) e Geração .Com (5%). Já entre os brasileiros da chamada geração Bossa Nova, o comunicador fica em segundo lugar, com 5%, atrás apenas de Roberto Carlos, que lidera com 13%.
A divisão geracional adotada pela pesquisa considera brasileiros nascidos entre 1945 e 2009, organizados em quatro grupos que refletem diferentes contextos históricos e sociais do país:
- Geração Bossa Nova: nascidos entre os anos 1945 e 1964
- Geração Ordem e Progresso: nascidos entre os anos 1965 e 1984
- Geração Redemocratização: nascidos entre os anos 1985 e 1999
- Geração .Com: nascidos entre os anos 2000 e 2009
Além de Silvio Santos e Roberto Carlos, nomes como Tony Ramos (2%), Antônio Fagundes (2%), Tarcísio Meira (2%), Marília Mendonça (2%) e Luiz Gonzaga (2%) aparecem entre os mais lembrados, ainda que com percentuais menores.
A pesquisa também mostra que 23% dos entrevistados citaram outros artistas fora da lista principal, enquanto 12% afirmaram não ter nenhum nome de referência e 18% não souberam ou preferiram não responder.
No esporte, ídolos do passado ainda dominam
O levantamento aponta que, no esporte, a identificação dos brasileiros está fortemente ligada a ídolos do passado. Ayrton Senna (22%) e Pelé (21%) concentram 43% das menções, liderando com ampla vantagem.
Em contraste, Neymar – principal nome do futebol brasileiro em atividade – aparece com apenas 5% das citações.
Entre as mulheres, a lembrança é mais fragmentada: Marta (3%), Rebeca Andrade (2%) e Daiane dos Santos (2%) são citadas, mas sem alcançar os primeiros lugares.
Segundo a pesquisa, os dados indicam não apenas uma forte memória afetiva ligada a ídolos históricos, mas também dificuldades de renovação simbólica no esporte brasileiro. No caso das mulheres, o cenário evidencia desafios adicionais de visibilidade e reconhecimento.
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