Brasil

R$1 mil para beijar mulher com nanismo. MPF cobra retirada de vídeo de Nattan

Foto: Reprodução

O caso envolvendo o vídeo de Nattan ganhou repercussão nacional após recomendação do Ministério Público Federal. O órgão solicitou que o cantor, conhecido como Nattanzinho, remova imediatamente uma publicação feita nas redes sociais.

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O episódio ocorreu durante a Festa de Agosto de 2025, realizada em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife. Na ocasião, o artista ofereceu R$ 1 mil para que um homem beijasse uma mulher com nanismo no palco. Como resultado, a cena gerou críticas e forte repercussão negativa.

Vídeo de Nattan e acusação de capacitismo

Segundo o MPF, o vídeo de Nattan se enquadra como “capacitismo recreativo”. Esse termo descreve situações em que atitudes discriminatórias são tratadas como entretenimento. No entanto, tais práticas acabam reforçando estigmas e desumanizando pessoas com deficiência.

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De acordo com a procuradora Mona Lisa Aziz, o conteúdo ultrapassa limites aceitáveis. Além disso, o órgão entende que a ampla divulgação nas redes sociais intensificou a exposição considerada ofensiva.

Dessa forma, o MPF recomendou não apenas a remoção do vídeo, mas também a publicação de uma retratação. O cantor deverá reconhecer publicamente o caráter inadequado da conduta. Além disso, a recomendação inclui a produção de conteúdos educativos voltados à promoção do respeito e da inclusão.

Possíveis desdobramentos legais

O MPF alertou que o caso pode configurar crime de discriminação contra pessoa com deficiência. Embora a liberdade de expressão seja garantida, o órgão destaca que ela não protege práticas consideradas ofensivas ou que incentivem o preconceito.

Além disso, o Ministério Público também orientou a Prefeitura de São Lourenço da Mata a adotar medidas preventivas. Por exemplo, futuros contratos com artistas devem incluir cláusulas que proíbam manifestações discriminatórias durante apresentações públicas.

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Enquanto isso, o caso segue repercutindo nas redes sociais e entre especialistas em direitos humanos. Assim, a discussão sobre limites do humor e respeito à diversidade ganha novo destaque no cenário nacional.

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