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Anvisa e Polícia Federal alertam sobre riscos de canetas emagrecedoras irregulares

Foto: anilorax/freepik.com

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal divulgaram, nesta quarta-feira (6), uma nota técnica conjunta sobre os riscos sanitários e crimes relacionados às chamadas “canetas emagrecedoras”. O documento orienta a atuação integrada do Estado no combate à produção, importação e comercialização irregular de medicamentos agonistas do receptor GLP-1.

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Segundo a Anvisa, os produtos apreendidos serão analisados para identificar quais substâncias estão presentes nas formulações irregulares.

A iniciativa também fortalece investigações conduzidas pela Polícia Federal. O objetivo é interromper cadeias ilícitas organizadas, muitas vezes com atuação interestadual e uso de plataformas digitais.

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Irregularidades e riscos à saúde

Entre as principais irregularidades identificadas estão o contrabando de medicamentos sem registro no Brasil e a manipulação em condições inadequadas.

Esses fatores aumentam o risco de contaminação, perda de eficácia e ausência de controle de qualidade. Além disso, o comércio desses produtos é considerado crime pelo Código Penal.

Casos de efeitos adversos aumentam

Dados da Anvisa apontam crescimento significativo de efeitos adversos relacionados ao uso desses medicamentos.

Entre 2018 e 2026, foram registradas quase 3 mil notificações. Quase metade dos casos ocorreu apenas em 2025.

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Ainda segundo o levantamento, há registros de desfechos graves, incluindo mortes. Apesar de não haver confirmação direta de causa, o uso sem orientação médica preocupa as autoridades.

Fiscalizações e apreensões em 2026

Em 2026, a Anvisa realizou 11 inspeções em farmácias e empresas importadoras. Oito estabelecimentos foram interditados por falhas graves.

Além disso, mais de 1,3 milhão de unidades de medicamentos irregulares foram apreendidas.

Em operação conjunta com a Polícia Federal, foram identificadas movimentações de R$ 4,8 milhões envolvendo substâncias como a tirzepatida. Também foram apreendidos mais de 17 mil frascos manipulados irregularmente.

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Outro ponto de alerta foi a identificação da substância retatrutida em três estados. O composto ainda não possui registro em nenhuma agência reguladora no mundo.

Combate busca proteger a saúde pública

A nota técnica reforça a importância da integração entre órgãos para ampliar a fiscalização e repressão a práticas ilegais.

A ação conjunta busca proteger a saúde da população e garantir maior controle sobre medicamentos comercializados no país.

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