Justiça

Caso Henry Borel: julgamento entra no sétimo dia

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Caso Henry Borel entrou no sétimo dia de julgamento neste domingo (31), no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O ex-vereador Jairo Souza Santos, conhecido como Jairinho, e a professora Monique Medeiros respondem pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021.

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O júri deu continuidade à fase de depoimentos das testemunhas de defesa. A sessão, presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro, deve seguir ao longo da semana. Além disso, o julgamento continua mobilizando atenção nacional devido à repercussão do caso e à gravidade das acusações apresentadas pelo Ministério Público.

No sábado (30), os jurados ouviram o engenheiro Bryan Medeiros da Costa Silva, irmão de Monique Medeiros. Durante mais de oito horas de depoimento, ele respondeu aos questionamentos da magistrada, da acusação e das equipes de defesa.

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Caso Henry Borel tem depoimentos de defesa

Segundo Bryan, a irmã sempre demonstrou dedicação ao filho e mantinha uma relação próxima com a família. Além disso, ele afirmou que Monique era uma mãe cuidadosa e participativa na criação de Henry.

Conforme o depoente, Jairinho apresentava comportamento cordial quando iniciou o relacionamento com Monique. Por outro lado, ele declarou que nenhum familiar suspeitava de possíveis agressões contra a criança.

Entretanto, Bryan relatou que, após a divulgação dos laudos periciais, Jairinho teria tentado convencer Monique a apresentar uma versão diferente dos acontecimentos que antecederam a morte do menino. Segundo ele, essa situação levou familiares a buscarem uma defesa jurídica separada para a acusada.

Além disso, uma funcionária da brinquedoteca do condomínio onde a família morava afirmou que Monique frequentava o local com o filho e demonstrava atenção à criança. Da mesma forma, um colega de trabalho da acusada também prestou depoimento.

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Acusação e defesa mantêm versões opostas

Enquanto a defesa de Jairinho sustenta que a lesão hepática apontada como causa da morte poderia ter sido provocada durante tentativas de reanimação no hospital, especialistas ouvidos no julgamento contestaram essa hipótese.

Segundo o médico-legista Luiz Carlos Leal Preste, as evidências periciais não sustentam essa versão. Além disso, o legista Luiz Airton Saveedra de Paiva afirmou que Henry apresentava múltiplos traumatismos em diferentes regiões do corpo.

De acordo com o especialista, as lesões incluíam traumatismos na cabeça, sinais de contusão pulmonar e hemorragias internas. Como resultado, o conjunto das lesões teria provocado a morte da criança.

O delegado Henrique Damasceno afirmou que Jairinho teria pressionado profissionais da unidade hospitalar para evitar o encaminhamento do corpo ao Instituto Médico Legal (IML), onde seria realizada perícia.

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A acusação, representada pelo Ministério Público e pelos assistentes ligados ao pai da vítima, Leniel Borel, sustenta que as provas reunidas ao longo da investigação permanecem consistentes. Enquanto isso, as defesas seguem apresentando testemunhas e argumentos para contestar as acusações.

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