Brasil

CCJ adia análise da redução da maioridade penal para 16 anos

CCJ da Câmara adia votação sobre redução da maioridade penal. Debate sobre PEC que reduz idade de 18 para 16 anos será retomado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou nesta terça-feira (9) a discussão sobre a redução da maioridade penal. Os parlamentares analisavam a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2015, que reduz a idade de responsabilização penal de 18 para 16 anos.

No entanto, o início da ordem do dia no plenário da Câmara interrompeu o debate por volta das 17h. Por isso, a comissão retomará a discussão às 10h desta quarta-feira (10).

O deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) apresentou a proposta em 2015. Na versão original, o texto alterava a Constituição Federal para estabelecer que a maioridade seria atingida aos 16 anos, permitindo que os jovens respondessem criminalmente como adultos e exercessem plenamente os atos da vida civil.

Posteriormente, o relator da matéria, deputado Coronel Assis (PL-MT), modificou o texto. Dessa forma, ele retirou as mudanças relacionadas aos direitos políticos, como o voto obrigatório e a possibilidade de candidatura aos 16 anos.

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Relator reúne outras propostas

Além da PEC principal, o parecer incorpora outras duas propostas que tratam da redução da maioridade penal.

O deputado Capitão Alden (PL-BA) apresentou a primeira proposta, que prevê a redução da idade penal para casos de crimes hediondos ou de crueldade extrema contra pessoas e animais.

Já a deputada Julia Zanatta (PL-SC) apresentou a segunda proposta. O texto estabelece que adolescentes entre 12 e 16 anos respondam por crimes cometidos com violência, grave ameaça, crimes hediondos e crimes contra a vida.

Segundo Coronel Assis, a alteração da idade de imputabilidade penal não afronta tratados internacionais de direitos humanos ratificados pelo Brasil, desde que o sistema preserve as garantias fundamentais previstas para menores de idade.

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Além disso, o relator destacou que a CCJ já discutiu propostas semelhantes em outras ocasiões sem registrar questionamentos sobre a admissibilidade constitucional.

O que muda se a PEC avançar

Atualmente, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) considera inimputáveis os menores de 18 anos. Assim, adolescentes que cometem atos infracionais cumprem medidas socioeducativas previstas na legislação.

Caso deputados e senadores aprovem a PEC durante a tramitação no Congresso Nacional, a inimputabilidade passará a valer apenas para menores de 16 anos.

A CCJ planejava votar o parecer em maio deste ano. Entretanto, parlamentares do Psol e integrantes da base governista apresentaram pedidos de vista e adiaram a análise.

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Agora, a comissão retomará a discussão da redução da maioridade penal nesta quarta-feira. Em seguida, os deputados poderão concluir o debate sobre a admissibilidade da proposta.

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