O governo federal anunciou nesta terça-feira (30) R$ 525,1 bilhões para o Plano Safra 2026/2027 voltado à agricultura empresarial. O valor representa alta nominal de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior, ou cerca de 2%, sem descontar a inflação do período.
As linhas atendem médios e grandes produtores rurais e incluem crédito para custeio, comercialização e investimento. A nova safra começa nesta quarta-feira (1º).
O anúncio foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Do total anunciado, R$ 384,9 bilhões serão destinados a custeio e comercialização. Esses recursos financiam despesas como compra de insumos, condução das lavouras, manutenção de rebanhos e operações ligadas à venda da produção.
Outros R$ 140,2 bilhões irão para investimentos. A verba poderá ser usada em projetos de armazenagem, irrigação, inovação tecnológica, modernização das propriedades e renovação de máquinas e equipamentos.
As taxas de juros para médios e grandes produtores ficarão entre 8% e 12,5% ao ano. Segundo o governo, algumas linhas tiveram redução de até 1,5 ponto percentual em relação ao Plano Safra 2025/2026.
Para grandes produtores, a taxa de custeio caiu de 14% para 12,5% ao ano. No Pronamp, programa voltado aos médios produtores, os juros máximos passaram de 10% para 9% ao ano. O volume previsto para a modalidade será de R$ 72,6 bilhões, ante R$ 69,1 bilhões na safra anterior.
O restante dos produtores terá acesso a R$ 452,5 bilhões. Parte relevante desse valor será oferecida com juros livres, definidos nas negociações entre produtores e instituições financeiras.
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