Os terremotos na Venezuela já deixaram 1.943 mortos e 10.571 feridos, segundo novo balanço divulgado pelo governo nesta terça-feira (30). O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, apresentou a atualização seis dias após os tremores de magnitudes 7,5 e 7,7 que atingiram o norte do país na última quarta-feira (24).
Além disso, o governo informou que 15.866 pessoas sofreram impactos diretos da tragédia. Enquanto isso, equipes de resgate continuam mobilizadas na tentativa de localizar sobreviventes sob os escombros.
Equipes seguem buscas por desaparecidos
Jorge Rodríguez pediu que a população mantenha a esperança diante do trabalho das equipes de emergência.
Na sexta-feira (26), o chefe do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da Organização das Nações Unidas (ONU), Tom Fletcher, estimou que cerca de 50 mil pessoas ainda permaneciam desaparecidas.
Além das buscas, o governo monitora a atividade sísmica desde o terremoto principal. Até o momento, as autoridades registraram 689 réplicas.
Somente no dia 28 de junho ocorreram 86 tremores secundários. Já no dia 29, outros 30 abalos mantiveram as equipes de emergência em estado de alerta.
Centenas de edifícios sofreram danos
Segundo Jorge Rodríguez, os terremotos danificaram 855 edificações em todo o país.
Desse total, 189 imóveis desabaram completamente. Além disso, outros 666 prédios sofreram danos graves ou colapso parcial.
Em La Guaira, estado mais atingido pela tragédia, as autoridades atenderam cerca de 30 mil pessoas. A maior parte dos atendimentos ocorreu nas cidades de Caraballeda e Catia La Mar, consideradas as áreas mais afetadas.
Além disso, desde o início da emergência, 19.861 pessoas conseguiram sobreviver na região mais devastada pelos terremotos.
Ajuda humanitária chega à Venezuela
O governo venezuelano informou que milhares de socorristas nacionais e internacionais continuam atuando nas operações de busca e resgate.
Além disso, a Venezuela recebeu ajuda humanitária de 45 delegações internacionais, que enviaram equipes especializadas, cães farejadores, medicamentos e toneladas de suprimentos.
Por fim, as autoridades instalaram dezenas de acampamentos provisórios para acolher as famílias que perderam suas casas durante a tragédia.





















































