A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ainda não definiu se disputará uma vaga no Senado pelo Distrito Federal nas próximas eleições. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, pessoas próximas afirmam que a decisão permanece em aberto e deverá ser tomada em conjunto com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com interlocutores, o cenário atual é de equilíbrio entre as possibilidades de candidatura e de desistência. Por isso, Michelle pretende avaliar os impactos políticos e pessoais antes de anunciar uma posição oficial.
Estratégia eleitoral pesa na decisão
Um dos principais fatores analisados envolve a estratégia do Partido Liberal (PL) durante a campanha eleitoral.
Caso confirme a candidatura ao Senado, Michelle poderá reduzir a participação em viagens pelo país para apoiar candidatos da legenda em outros estados. Por esse motivo, ela pretende discutir com Jair Bolsonaro como conciliar uma eventual campanha no Distrito Federal com a agenda nacional do partido.
Além disso, dirigentes da sigla consideram a ex-primeira-dama uma das principais lideranças do PL para as eleições.
Situação de Bolsonaro influencia avaliação
Outro aspecto que influencia a decisão é a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo aliados, Michelle tem acompanhado de perto Bolsonaro desde que ele passou a cumprir prisão domiciliar. Dessa forma, os compromissos pessoais também entram na avaliação sobre uma possível candidatura.
Pela decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro pode receber apenas familiares e advogados. Além disso, ele permanece sujeito às restrições relacionadas ao uso de telefone celular e das redes sociais.
O ministro também negou um pedido da defesa que buscava ampliar o acesso dos filhos do ex-presidente durante o período de prisão domiciliar. Na decisão, Moraes entendeu que o pedido não apresentava fundamento jurídico para flexibilizar as medidas impostas.
Definição deve ocorrer antes das convenções
Nos bastidores, integrantes do PL acreditam que Michelle Bolsonaro anunciará sua decisão antes do início das convenções partidárias.
As convenções estão previstas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto, período em que os partidos oficializam candidaturas e definem a composição das chapas para as eleições.
Até lá, a expectativa é de que a ex-primeira-dama conclua as conversas com Jair Bolsonaro e com dirigentes da legenda antes de confirmar ou descartar a disputa pelo Senado no Distrito Federal.
