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Política

EUA renovam ordem executiva e voltam a alegar interferência do Brasil

Casa Branca renova ordem executiva relacionada ao Brasil

A ordem executiva Brasil foi renovada por mais um ano pelo governo dos Estados Unidos. A decisão, anunciada pela Casa Branca nesta terça-feira (28), mantém em vigor a emergência nacional declarada em relação ao Brasil e preserva a ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em julho de 2025.

Segundo o governo norte-americano, a prorrogação ocorre porque, na avaliação da Casa Branca, continuam existindo circunstâncias que representam uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos. Por isso, a administração decidiu estender a medida por mais 12 meses.

Documento repete críticas ao Brasil

O texto da ordem executiva volta a mencionar supostas violações de direitos humanos, restrições à liberdade de expressão e perseguição política. Além disso, o governo americano afirma que determinadas ações das autoridades brasileiras interferem na economia dos Estados Unidos e afetam interesses do país.

Entre os argumentos apresentados, a Casa Branca cita decisões relacionadas à atuação de plataformas digitais e medidas adotadas pelo Judiciário brasileiro. O documento também faz referência a investigações envolvendo um ex-presidente brasileiro e seus apoiadores.

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Prorrogação não cria novas sanções

Apesar da renovação, a decisão não estabelece uma nova emergência nacional. Na prática, o governo americano apenas mantém em vigor a ordem executiva publicada em 2025. Dessa forma, a medida preserva os efeitos jurídicos já existentes, sem criar sanções adicionais neste momento.

A renovação será publicada no Federal Register, diário oficial do governo dos Estados Unidos, conforme determina a legislação americana para esse tipo de ato.

Medida ocorre em meio às tensões diplomáticas

A decisão acontece enquanto Brasil e Estados Unidos enfrentam um período de tensão diplomática. Nos últimos meses, os dois governos trocaram críticas sobre temas políticos, comerciais e judiciais.

Além disso, a relação bilateral passou por novos desgastes após o anúncio de tarifas sobre produtos brasileiros e outras medidas adotadas pela administração norte-americana. Enquanto isso, o governo brasileiro tem defendido a soberania nacional e contestado as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos.

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