Israel rejeitou o plano dos EUA para Gaza apresentado pelo governo de Donald Trump e aceito pelo Hamas. A proposta previa o início da segunda etapa do acordo de paz para o território palestino. No entanto, o governo israelense condiciona qualquer retirada de tropas ao desarmamento do grupo palestino.
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (9) que as forças israelenses permanecerão em Gaza até que o Hamas esteja “verdadeiramente desarmado”. Além disso, o premiê declarou que o Exército não fará nenhuma retirada do território enquanto essa condição não for cumprida.
Segundo Netanyahu, Israel rejeita o documento de 15 pontos apresentado no fim de julho pelo chamado “Conselho de Paz” de Trump. A declaração ocorreu durante uma reunião de gabinete do governo israelense.
Dessa forma, a posição de Israel cria um novo obstáculo para o avanço das negociações. A segunda fase do acordo depende justamente da implementação de medidas que envolvem a segurança, a estabilização e a reconstrução da Faixa de Gaza.
Hamas mantém compromisso com o acordo
O Hamas afirmou que continua comprometido com o roteiro negociado com os mediadores e representantes do Conselho de Paz no Cairo. A declaração partiu do alto funcionário do grupo, Basem Naim, neste domingo (9).
De acordo com Naim, o Hamas espera que os mediadores e os Estados Unidos pressionem Netanyahu e o governo israelense para que cumpram o roteiro estabelecido.
Ainda, o grupo mantém sua posição favorável ao avanço das negociações. Entretanto, o desarmamento continua entre os principais pontos de divergência entre Israel e Hamas.
O plano prevê uma série de medidas destinadas a avançar na estabilização e na reconstrução de Gaza. Contudo, a exigência israelense de desarmamento do Hamas dificulta a implementação das próximas etapas.
Netanyahu condiciona retirada das tropas
Netanyahu reforçou que Israel não pretende retirar suas tropas de Gaza enquanto não houver o desarmamento do Hamas. Assim, a exigência coloca o futuro da segunda fase do acordo sob forte tensão.
Trump anunciou no mês passado que havia ocorrido um avanço em seu plano para tentar encerrar a guerra. O processo teve como base um acordo entre Israel e Hamas que entrou em vigor após o início do cessar-fogo.
No entanto, mesmo após o acordo, Israel continuou realizando ataques contra Gaza desde outubro passado, conforme a pauta apresentada.
Agora, a continuidade das negociações depende da capacidade dos mediadores de aproximar as posições de Israel e Hamas. Enquanto Israel exige garantias sobre o desarmamento do grupo, o Hamas cobra a implementação do roteiro negociado.




















































